Roteiro: saiba como viajar para Londres com pouco dinheiro

Conhecida por ser uma das cidades mais caras da Europa, por conta da moeda libra esterlina, a capital inglesa também se abre para roteiros mais baratos e encanta com muitas atrações a oferecer

Legenda: Cartão-postal da cidade, a London Eye é opção de passeio caro nos roteiros simples
Foto: Foto: Mylena Gadelha

Planejar viagem não é algo simples. Requer pesquisa, economia, paciência, interesse em conhecer e até mesmo um pouco de perrengue. Na categoria das cidades cosmopolitas e com muito a oferecer, Londres, por exemplo, é dessas nas quais o desprendimento é altamente necessário.

Tanto na importância de se abrir para as possibilidades oferecidas por ela como em relação às questões financeiras, é bem claro a necessidade ainda maior de um planejamento para chegar ao território inglês.

Que a libra, moeda britânica, é cara, é um fato. Mas, afinal de contas, a terra da rainha deixa abertura para um roteiro econômico? Com uma certa surpresa, posso confirmar: a resposta é sim.

Em minha primeira viagem a Londres, ainda em abril de 2018, o cenário não era tão diferente do atual. Se hoje a moeda utilizada em terras londrinas vale cinco vezes mais que o real, naquela época todas as quantias levadas por brasileiros até lá valiam quatro vezes menos.

Agora, em 2019, passei por lá por menos dias. Ainda assim, o foco continuou o mesmo: espaços abertos, parques e museus gratuitos, além dos prédios históricos e charmosos, clássicos da Grã-Bretanha.

Sair do óbvio

Sendo assim, comecei o processo de procura por lugares para hospedagem, montagem de roteiro, locais para comer e passeios sempre com a mesma base de opções mais baratas.

Uma vez acomodada em um dos hostels da metrópole - mais precisamente no bairro Elephant & Castle, da primeira vez, e em Hammersmith da segunda vez - deixei a magia das ruas movimentadas e do céu cinza me carregarem.

Na ponta do lápis, segui pela linha dos museus e galerias, alguns dos espaços gratuitos mais ricos oferecidos. Ao todo, gosto de citar, pelo menos, dez como boas escolhas para se perder em meio ao tempo na cidade.

Na lista básica estão o Natural History Museum, British Museum, National Gallery, Science Museum, Tate Modern, Tate Britain, Victoria & Albert Museum, Museum Of London, Imperial War Museum e a National Portrait Gallery.

Legenda: Museu de História Natural de Londres, considerado um dos maiores do mundo em termos de acervo, tem espaço aberto sem burocracia a todos os públicos.
Foto: Foto: Mylena Gadelha

Para os interessados em história e ciência, os três primeiros são boas oportunidades para conferir um dos maiores acervos mundiais. Não deixe de ir ao Museu de História Natural, por exemplo. O espaço, localizado na Exhibition Road (via com diversas opções culturais), coleciona cerca de 80 milhões de espécimes de micro-organismos a esqueletos de dinossauros, mamutes e baleias.

Enquanto isso, quem prefere arte pode adentrar as galerias do Tate Modern, com foco na arte moderna e contemporânea, e perpassar obras de nomes consagrados dos mais diversos países. Peças de Pablo Picasso, Salvador Dalí e Andy Warhol estão alocadas no prédio relativamente novo, inaugurado apenas há 19 anos, às margens do famoso Rio Tâmisa.

Parques grandiosos

Em meio aos passeios culturais, Londres ainda é perfeita para caminhadas ao ar livre nos parques. Com as portas abertas em grande parte do dia, são alternativa de baratear o roteiro e, de quebra, fazer você se sentir parte da rotina dos londrinos.

Legenda: Abaixo, uma das cabines telefônicas famosas e que se tornaram pontos turísticos na cidade

Maior de Londres até hoje, criado no século XVII, o Hyde Park possui bancos para relaxar, passeio de barco no lago Serpentine e ainda atrações como o memorial da Princesa Diana e o Speaker's Corner.

Já no St. Jame's Park a palavra de ordem é tranquilidade. Acabei descobrindo as árvores e os campos verdes do local após um passeio para conhecer - de longe e gratuitamente - o Buckingham Palace, residência oficial da Família Real Britânica. É o caminho perfeito para esticar as pernas durante as manhãs, sejam elas mais ensolaradas ou cinzentas, como já é típico em Londres.

No concreto

Mas além de espaços fechados e parques, enxergo a maior beleza no espírito "caótico" e até mesmo despretensioso das grandes avenidas e vielas da capital inglesa.

Exatamente por isso, acrescento sem muitos rodeios que uma das melhores formas de não gastar tanto é bater perna devagarinho entre as principais praças e ruas de lá. A Piccadilly Circus, onde cruzam a Regent Street, a Shaftesbury Avenue, a Piccadilly e a Haymarket, é um daqueles lugares saídos de grandes filmes em que qualquer horário do dia traz a sensação de uma aura magnífica.

Legenda: Além da cultura, Londres é perfeita para curtir espaços abertos como a Piccadily Circus
Foto: Foto: Samuel Quintela

E se a grandeza de Londres está mesmo nos detalhes, digo mais: o amor pela cidade fisga mesmo é pela possibilidade de ser muitas em uma só, até quando a intenção é não investir tanto dinheiro assim.

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