Natal é tema central de comédia brasileira que estreia nesta quinta-feira (03)

Com direção de Cris D`Amato, o filme brasileiro traz humor e o universo lúdico do clima natalino. Para o ator Luis Lobianco, a comédia também é uma narrativa sobre amizade

Legenda: Luis Lobianco e as atrizes Lorena Queiroz e Giulia Benite na trama de "10 Horas para o Natal"
Foto: Fábio Braga

Para sugerir o ingresso no clima natalino, o circuito de cinema tem a estreia nesta quinta (3) da comédia brasileira "10 Horas para o Natal". Dirigido por Cris D`Amato (Os Parças 2, Sai de Baixo - o filme), o filme é protagonizado pelo ator Luis Lobianco (Porta dos Fundos), e pelas atrizes Karina Ramil (também do elenco do Porta) e a pequena Giulia Benite (Turma da Mônica - Laços).

Além de explorar a leveza típica das tramas de Natal no cinema, e uma dose de humor potencializada pela parte do elenco que integra o grupo humorístico Porta dos Fundos, a produção tem boas surpresas no elenco, a exemplo da presença dos personagens coadjuvantes Dona Nena (a veterana Jandira Martini) e Seu Leon (Arthur Khol). 

Na trama, o Natal da família Silva passa por uma crise, desde que Marcos Henrique (Lobianco) e Sônia (Karina) se separaram. Sem aguentar mais a tediosa ceia na casa da tia Zilu, Julia (Giulia Benite), Miguel (Pedro Miranda) e Bia (Lorena Queiroz) armam um plano para tentar convencer os pais a fazer diferente e, mesmo com a separação, se unirem novamente pela celebração natalina. 

Para o ator Luis Lobianco, "10 Horas para o Natal" é, sobretudo, um filme sobre amizade. "Fala de como é importante que pais divorciados se entendam, se afinem, em nome do bem estar dos filhos. Inspirem esse sentimento de cuidado com relações para essas crianças, que estão ali captando suas primeiras impressões do mundo. Com certeza, filhos que têm referência de pais amigos, casados ou não, vão reproduzir relações mais saudáveis na vida adulta deles", observa ele. 

Lobianco detalha que, para interpretar Marcos Henrique, se inspirou em uma situação muito comum nas famílias brasileiras: a sobrecarga da mãe na criação dos filhos. O personagem é um pai que, embora seja amoroso, se perde em meio às responsabilidades no cuidado com as crianças.

"Ele acaba retratando isso: esse pai acomodado, que não assume as responsabilidades com os filhos, mas na nossa história ele passa por uma transformação quando entende o apelo das crianças", antecipa.

Direção

Segundo a diretora Cris D`Amato, antes de filmar "10 Horas para o Natal" ela tinha a referência de uma espectadora comum sobre filmes de Natal. Cris não chegava a ver um filme do tipo todo ano. Porém, ao lado dos filhos, ela guarda alguns títulos com carinho na memória. 

"Tem um que eu amo, O Herói de Brinquedo, o Esqueceram de Mim. Quando passa eu assisto, me emociono. Foi uma experiência muito interessante, porque eu tinha essa memória, mas tive de voltar a eles pra dar uma olhada. E chorei, claro, tudo de novo", conta Cris.

Para ela, embora o circuito das salas de cinema ainda precise obedecer uma série de restrições frente a pandemia do coronavírus, ter o filme em exibição é uma forma de "marcar a presença" do cinema brasileiro na vida do público. "E não deixar que todas as produções sejam para o streaming. Adoro streaming, produzo pra isso, mas eu preciso ver que o filme está passando no cinema. É uma questão de resistência, para que isso não acabe. O filme nacional tem de ocupar o seu espaço", observa. 

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