Máscara confortável é medida de segurança necessária para a prática esportiva; veja dicas

Cuidados na escolha e manuseio do acessório, assim como o controle dos treinos, reduz os riscos de contaminação por Covid-19 entre os praticantes de atividade física, alertam especialistas

Imagem: Camila Lima
Legenda: Na retomada das atividades físicas, é importante optar por máscaras confortáveis e seguras para realizar os exercícios. Na foto, detalhe de frequentador da Academia Planet Personnalité
Foto: Camila Lima

Com o retorno das academias, especialistas têm alertado sobre a escolha e o manuseio das máscaras e a a readaptação aos treinos. Cuidados como não tocar no acessório durante as atividades e recorrer a materiais mais leves são necessários para que as atividades físicas sejam realizadas de maneira confortável e segura.

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Para evitar a proliferação do vírus, o infectologista Anastácio Queiroz chama atenção para o uso correto da máscara, que deve cobrir boca e nariz e, principalmente, para a adoção do hábito de lavar bem as mãos sempre que tocar o acessório.

“Enquanto manusear os aparelhos evite pegar na máscara. Dentro do possível, essa atitude garante maior segurança”, orienta. 

O professor e pesquisador em virologia da Universidade de Fortaleza, Keny Colares, destaca também a necessidade de manter o item de proteção de maneira adequada durante todo o período fora de casa. “Evite os movimentos de botar e tirar a máscara. O hábito de colocar o acessório no queixo, na testa e no pescoço é totalmente reprovado pelas normas de segurança contra a contaminação da Covid-19”, afirma.

Tipos de tecido

Em relação à escolha da máscara para prática de esportes, os dois especialistam indicam as cirúrgicas de TNT e as de tecido face dupla de (algodão). “Procure um modelo bem adaptável ao rosto, que não incomode, cause dores ou irritação atrás das orelhas”, aconselha Queiroz. Keny Colares aponta que os modelos menos colados no rosto são mais confortáveis.

“O ideal é experimentar algumas e observar qual a que se adequa melhor as necessidades de cada um”.  

Por experiência própria, o professor doutor Marcos dos Santos, do Departamento de Biofísica e Fisiologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI), diz que a máscara cirúrgica de TNT é mais leve e fica úmida mais tardiamente quando comparada com as fabricadas com outros tecidos. O educador físico adotou o modelo para pedalar pelo fato de o material ser descartável e mais fácil de adequar à rotina.

A máscara cirúrgica de TNT tem um nível de segurança dentro dos hospitais. Consequentemente, o resultado dela é relevante para diminuir o risco de contaminação dos esportistas, seja na academia ou ao ar livre. No entanto, o professor reitera ser importante cada um observar o tipo de máscara que oferece mais conforto durante a prática de exercícios.

Readaptação dos treinos

Na fase de retomada das academias, os treinos devem ser readaptados e realizados em meia hora. Por isso, neste recomeço, o professor Marcos Santos lembra que, independentemente de ser atleta ou não, é importante começar com calma. Além de os músculos terem passado longo período em estado de repouso, o uso da máscara provoca alterações fisiológicas.

A utilização do equipamento na hora de se exercitar provoca ativação da musculatura das costelas e do abdômen, fazendo com que essas regiões trabalhem mais rápido, o que acelera a fadiga da musculatura respiratória. Portanto, é fundamental seguir as orientações de especialistas para readaptação dos treinos.

O ideal é iniciar com testes na esteira, na pista ou no calçadão para saber como se comporta a frequência cardíaca e a percepção de esforço com ou sem a máscara. Os treinos devem ser reduzidos para intensidade menor do que a habitual antes da pandemia. Por exemplo: quem costumava correr em uma velocidade média de 10 km/h, com a máscara voltará para 7km/h a 8 km/h.

Na musculação, o parâmetro de medida é a carga utilizada nos equipamentos. Nesse caso, o educador físico recomenda avaliação prévia do nível de força do atleta ou praticante, que, ao parar de treinar, deve ter perdido condição física.

Cuidados

Durante os exercícios físicos, a principal forma de perda de calor é pela evaporação. Pelo fato de a máscara cobrir a maior parte do rosto, é natural ocorrer aumento da temperatura nessa região. Por isso, um cuidado adicional deve ser com a hidratação prévia e pós exercício. 

“O ideal é ingerir de 400 ml de água, meia hora antes do treino. Feito isso, é perfeitamente tranquilo finalizar os exercícios sem precisar retirar a máscara para beber água. A medida evita o contato frequente das mãos com o adereço e, consequentemente, reduz o risco de contaminação”, confessa o professor Marcos Santos.

Ainda de acordo com o docente, o corpo funciona bem até uma hora fazendo atividade física sem necessidade de hidratação. Nesse caso, a utilização de copo ou garrafinha é dispensada.

 

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