Biblioteca Estadual celebra Dia das Mães conversando com mulheres que leem para os filhos

O bate-papo virtual faz parte do programa Histórias de Quem Lê, que convida três mães para debater a presença da literatura na vida delas e dos filhos

Esta é uma montagem de fotos da bibliotecária Luciana Martins, da jornalista Ivna Girão e da gestora cultural  Lina Luz
Legenda: A bibliotecária Luciana Martins, da jornalista Ivna Girão e da gestora cultural Lina Luz são as convidadas do programa Histórias de Quem Lê
Foto: Divulgação

A leitura é a possibilidade de se transportar para mundos distantes sem mover um músculo. Muitas vezes, essa mágica é nos apresentada ainda na infância, por influência dos próprios pais. Por essa razão, para celebrar o Dia das Mães, que acontece no próximo domingo (9), a Biblioteca Pública Estadual do Ceará (Bece) convida nesta quinta (6) três mães leitoras que introduzem o universo literário para os filhos desde pequenos.

A iniciativa faz parte do programa Histórias de Quem Lê. Nesta quinta (6), a partir das 18h, a bibliotecária Luciana Martins, a jornalista Ivna Girão e a gestora cultural Lina Luz se reúnem em uma bate-papo virtual, transmitido no YouTube da Bece, para compartilhar suas experiências de leitura com os filhos. 

“As mães que vão participar são mulheres que trabalham fora de casa. Como todas as mães, elas têm uma carga de trabalho dobrado que é o emprego e os afazeres da casa que todo mundo tem, ainda mais na pandemia. A gente soma isso aos cuidados com as crianças", afirma a coordenadora de Ação Cultural e Educativa da Bece, Fernanda Meireles.

São mulheres que estão conseguindo manter o hábito de leitura, e com certeza vai ser muito inspirador porque elas também têm as dificuldades como todas as mães têm”, explica Fernanda Meireles.

O episódio “Mães Leitoras” é o nono do programa. Em homenagem às mamães, a iniciativa traz novidades. Diferentemente das transmissões anteriores, na qual havia a presença de apenas um convidado, a live de hoje apresenta a história de três mulheres e conta ainda com a participação especial dos pequenos. 

Segundo a coordenadora da Bece, a leitura na infância se torna ainda mais fundamental para o desenvolvimento das crianças neste período de confinamento imposto pela pandemia da Covid-19.

“No momento de confinamento, em que o corpo ainda em desenvolvimento das crianças está tão limitado, a leitura é uma atividade que dá a chance de viajar de alguma forma, expandir a imaginação, visitar e conhecer outras realidades e, ao mesmo, tempo fortalecer o vínculo afetivo entre pessoas que estão na mesma casa”, acrescenta Fernanda.

Quatro meses 

João só tem seis anos, mas sua história com a literatura começou muito cedo, quando ele ainda nem tinha nascido. Filho da bibliotecária Luciana Martins, o menino ganhou o seu primeiro livro quando ela estava grávida: o clássico “João e o Pé de Feijão”, em homenagem ao seu nome. 

O primeiro contato com a literatura veio pouco tempo depois, quando ele ainda era recém-nascido. “O primeiro registro que a gente tem é dele com quatro meses já segurando um livro, mas eu acredito que antes disso ele já estava segurando. Eu sempre entreguei pra ele, como se fosse um brinquedo pra ele ter o contato”, relembra.

Esta é uma imagem de um bebê lendo
Legenda: O contato de João com a leitura começou desde bebê por incentivo do pai, Calé Alencar, e da mãe, Luciana Martins
Foto: Arquivo pessoal

O incentivo da mãe gerou um ávido leitor. Apesar de ser bibliotecária, a introdução da literatura na vida do filho foi algo muito intuitivo e natural, explica Luciana. “Na minha profissão eu tenho contato com os livros diariamente. Então tudo o que eu via de interessante procurava trazer para ele. É tanto que ele tem uma bibliotequinha aqui em que ele tem acesso livre, tá na altura dele, na hora que ele quer”, compartilha.

Esta é uma imagem de uma criança lendo
Legenda: João possui sua própria biblioteca em casa
Foto: Arquivo pessoal

O interesse por descobrir coisas novas fez João utilizar os livros não só para ampliar sua imaginação, mas também para pesquisar. A mãe conta que a partir dessas dúvidas, ele também as complementa com buscas na internet. 

“O principal modo que a gente usou para incluir a leitura na vida dele foi lendo livros infantis na hora de dormir. Todo dia tem que fazer a leitura de um livro antes dele dormir. Temos que deitar com ele na rede, ou eu ou o pai dele, ler um livrinho e só depois disso que ele dorme. Quando não é possível fazer essa leitura, ele sente falta, chora e esperneia”, completa.

João também faz parte do ciclo de convidados do Histórias de Quem Lê desta quinta (6). Ao longo do mês de maio, o programa recebe ainda a pesquisadora Mayara Albuquerque, que fala sobre o projeto Severinas Mulheres do Sertão direto de Quixeramobim (CE); Fernando Braga, bibliotecário, criador da Biblioteca Comunitária Chico Parafuso e a escritora Natércia Pontes.

“As lives servem também para que todo mundo se lembre, independente de ser artista ou não, de ser professor, escritor e bibliotecário, a leitura nos traz de volta para o que temos de mais humano que é a curiosidade e capacidade de imaginar”, completa a coordenadora da Bece, Fernanda.

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