PF prende 3 mulheres suspeitas de fraudes contra o INSS no Piauí; prejuízo chega a R$ 2,7 milhões

Investigação identificou fraudes em 17 benefícios até o momento

Três agentes homens da PF em frente a garagem de casa com paredes laranjas
Legenda: Foram cumpridos, também, três mandados de busca e apreensão
Foto: divulgação/PF-PI

A Polícia Federal (PF) prendeu temporariamente, nesta segunda-feira (24), três mulheres suspeitas de estelionato e fraude contra o INSS, no estado do Piauí. A PF estima prejuízo de R$ 2,7 milhões à previdência. 

Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 3ª Vara Federal de Teresina junto a outros três mandados de busca e apreensão. A ofensiva policial teve participação de 14 agentes federais, além do apoio da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT), da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

Conforme a PF, foram identificadas fraudes em 17 benefícios, com prejuízo efetivo somado em cerca de R$ 2,7 milhões até o momento. O valor do prejuízo evitado, considerando a expectativa de vida média da população do País, é de quase R$ 8,5 milhões.

Início das investigações

A apuração iniciou após duas prisões em flagrante feitas em agências da Caixa em Teresina, nos dias 1º de fevereiro de 2019 e 13 de agosto de 2020. As capturas indicaram a existência de uma organização criminosa.

Agente mulher da PF em sala com documentos espalhados sobre uma mesa
Legenda: Suspeitas fingiam ser outras pessoas por meio de documentos falsificados
Foto: divulgação/PF-PI

Em nota enviada ao G1, a PF indicou que o grupo era formado por três mulheres, que fingiam ser outras pessoas por meio de documentos falsificados. Além disso, elas buscavam outras pessoas para ampliação do esquema criminoso.

"Também aliciavam terceiros para se passarem por segurados do INSS, com o objetivo de realizarem transferências de benefícios previdenciários para possibilitar saques e empréstimos consignados nos benefícios dos verdadeiros segurados", diz o texto.

Ainda segundo a Polícia, as suspeitas poderão responder por estelionato qualificado, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. As penas, acumuladas, podem chegar a 20 anos de prisão.