Estudante de Medicina é suspeito de estuprar irmãs e primas menores de idade no Piauí

Assistente do Ministério Público diz que órgão pedirá a prisão preventiva do acadêmico, que ainda não prestou depoimento à polícia

Um estudante de Medicina é suspeito de estupro de vulnerável contra as duas irmãs, de 3 e 9 anos, e duas primas, uma delas hoje com 13 anos, em Teresina, no Piauí. As vítimas confirmaram os abusos em depoimento à Justiça nesta semana. O homem de 22 anos ainda não compareceu à Polícia Civil e é tratado como foragido pelos próprios familiares. As informações são do jornal O Globo. 

Quando o suspeito tinha oito anos, o pai dele foi morar com a atual esposa em um bairro da Zona Leste de Teresina. De classe média, o casal teve duas filhas, que teriam virado vítimas do próprio irmão.

No entanto, segundo O Globo, os parentes acreditam que a violência sexual tenha iniciado quando ele ainda era adolescente, mas até então, ninguém havia notado a conduta criminosa. 

Depoimento

No relato à polícia, as menores de idade disseram que o estudante se trancava com elas no quarto e tocava em suas partes íntimas.

Uma das primas do suspeito faz acompanhamento psicológico desde os seis anos e chegou a tentar suicídio. Hoje a vítima tem 13 anos. Ela revelou que foi abusada por ele entre os cinco e 10 anos. A violência teria começado durante uma viagem em família para o Uruguai.

O advogado Rodrigo Araújo, assistente do Ministério Público no caso, afirmou que a vítima apresentou mudança de comportamento e precisou iniciar tratamento.

"A menina tomava antidepressivo desde pequena, vivia triste, calada. E ninguém entendia por quê. É uma monstruosidade. A partir daí, a madrasta dele começou a desconfiar que o mesmo poderia ter acontecido com as filhas. Ela perguntou a ele que confessou o crime, mas desde então não foi mais visto".

Rodrigo Araújo declarou que o MP do Piauí vai representar pela prisão preventiva do estudante porque há suspeita de que ele tenha fugido para o exterior. O órgão deverá solicitar à Polícia Federal um comunicado internacional de buscas.

estudante de medicina suspeito de estuprar familiares
Legenda: Estudante teria confessado os crimes por meio de mensagens no WhatsApp
Foto: Reprodução

Suposta confissão

Ainda conforme o advogado e a madrasta, o suspeito confessou os abusos através de mensagens trocadas via WhatsAapp. 

"Ele admitiu para a madrasta que abusou das crianças. Há ainda outras que não são da família, mas que ainda não quiseram falar por vergonha. Ele falou que se arrependia do que tinha feito e que este era um lado obscuro que ele tinha há muito tempo. Depois disso, desapareceu. Já teve gente da família, por parte do pai, que está protegendo ele dizendo que ele foi para outro país fazer um curso e só volta quando a situação se acalmar. Já disseram até que ele tinha tentado suicídio, mas é mentira" relatou o advogado ao O Globo.

Na mensagem via aplicativo atribuída a ele, o estudante lamenta o episódio. "Essa foi uma parte obscura da minha vida que me envergonha muito e que eu nunca queria voltar. Não existe nada que justifique o que aconteceu, nada que me exima. Eu só posso pedir perdão para você e toda a família que me acolheu muito bem", diz ele.

Vereador, filha de governador e mais 3 pessoas são executadas na fronteira entre Brasil e Paraguai

Os crimes ocorreram entre essa sexta-feira (8) e o sábado (9)

Polícia no local do crime
Legenda: A Polícia investiga se há relação entre os casos
Foto: Reprodução

Um grupo de cinco pessoas foi executado a tiros em menos de 24 horas na fronteira Brasil- Paraguai. Os crimes ocorreram entre essa sexta-feira (8) e o sábado (9). As polícias dos dois países investigam se os assassinatos possuem ligações. As informações são do G1

Dentre as vítimas, estão Farid Afif (DEM), de 27 anos, vereador de Ponta Porã, cidade sul-mato-grossense vizinha à paraguaia Pedro Juan Caballero, e Haylée Carolina Acevedo, de 21 anos, filha do governador Ronald Acevedo, do estado paraguaio de Amambaya.

Foto da vítima sorrindo e de perfil
Legenda: Haylee Carolina Acevedo Yunis, de 21 anos, era filha do governador de Amambai, Ronald Acevedo
Foto: Reprodução

Segundo o portal de notícias, Farid foi o primeiro a morrer, na tarde de sexta, ele é vereador da cidade vizinha onde as outras quatro pessoas foram mortas. Ele teria sido alvejado enquanto pedalava. Algumas horas antes de ser assinando, o vereador teria publicado um vídeo sobre a agenda do dia e informado que passaria em algumas repartições.

Foto profissional da vítima sorrindo e de terno
Legenda: Farid Charbell Badaoui Afif, de 37 anos, era vereador de Ponta Porã
Foto: Reprodução

Já na manhã deste sábado (9), as outras quatro pessoas foram assassinadas na saída de uma casa noturna. O grupo estava em um veículo de placas do Paraguai, e os atiradores em uma camionete.Os suspeitos teriam descido do veículo para disparar e fugido em seguida. As vítimas morreram no local.   

Investigação

A imprensa local apontou que o principal alvo era um homem identificado como Omar Vicente Álvarez Grance, de 32 anos, conhecido como "Bebeto".

No entanto, as pessoas que estariam por perto teriam sido atingidas. As polícias de ambos os países investigam se há relação entre os assassinatos.

Vítimas em Pedro Juan 

  • Haylee Carolina Acevedo Yunis, de 21 anos (paraguaia)
  • Omar Vicente Álvarez Grance, de 32 anos (paraguaio)
  • Kaline Reinoso de Oliveira, de 22 anos (brasileira)
  • Rhamye Jamilly Borges de Oliveira, de 18 anos (brasileiro)


Uma das mães das crianças alegou nunca ter desconfiado do comportamento do estudante, que mora há dois anos em Manaus, onde cursa a faculdade de Medicina.

"Ninguém desconfiava, ele não bebia, não fumava, tinha sempre namorada fixa. Namorou por vários anos, terminou quando foi para Manaus e já tinha outra namorada lá. Não era de ir para festa, não ficava em cima das crianças. Na minha família inteira ninguém pensava que ele poderia fazer isso. As meninas dizem que foram incontáveis vezes".