São Luís, capital do Maranhão, terá barreira sanitária a partir de terça

Além de barreiras na capital maranhense, as demais cidades da Região Metropolitana de São Luís também terão restrição de tráfego de pessoas e veículo, atendendo à determinação do primeiro 'lockdown' decretado no País

Legenda: Apesar das restrições, Dino garantiu serviços essenciais e disse que não há risco de haver desabastecimento
Foto: Foto: Helene Santos

Após o Poder Judiciário do Maranhão determinar 'lockdown' (bloqueio total) das atividades não essenciais na Região Metropolitana da Grande Ilha de São Luís por 10 dias, na última quinta-feira (30), o governador do Estado, Flávio Dino (PCdoB), anunciou, na sexta-feira (1º), que serão implantados bloqueios de acesso nas quatro cidades (Paço do Limiar, Raposa e São José de Ribamar, além da capital) que compõem a Grande Ilha a partir da próxima terça-feira (5). Um decreto com as medidas deve ser publicado no domingo (3), estabelecendo a validade a partir de terça.

Atualmente, o Estado tem 3.506 casos confirmados da Covid-19, sendo 204 mortes, conforme o último balanço divulgado, na sexta. Na capital, além de bloqueios, haverá barreiras sanitárias na entrada e saída da cidade, com pontos de controle, para que realmente só circulem por São Luís trabalhadores de atividades essenciais ou que tenham alguma emergência, como acesso aos serviços de saúde.

As formas de fiscalização do tráfego de veículos e pessoas nos demais municípios da Região serão divulgadas no decreto estadual. Apesar das medidas mais duras, Dino disse que não multará quem descumprir as normas.

O tráfego de caminhões de cargas continuará normalmente. O governador assegurou que não haverá desabastecimento. "A medida não irá afetar o tráfego de caminhões de cargas. Os caminhões vão continuar a poder a entrar. Não haverá desabastecimento. Não precisa correr para comprar alimentos, haverá abastecimento de alimentos e de cargas necessárias para o funcionamento de atividades essenciais", garantiu.

Além disso, o governador informou que a decisão judicial, que estabelece 'lockdown', restringe mais ainda o funcionamento das atividades essenciais no Estado. Entre as atividades afetadas, estão serviços de comércio, indústrias e obras de construção civil. Esses serviços serão paralisados a partir do dia 5.

Além das restrições, Flávio Dino informou que irá determinar novas diretrizes para os gestores dos municípios da Região Metropolitana. Dessa forma, os prefeitos deverão proibir o estacionamento de veículos em áreas de lazer, onde não há necessidade de tráfego de pessoas; diminuir as paradas dos ônibus metropolitanos e municipais nos pontos de ônibus, principalmente no Centro de São Luís; além de controlar e fiscalizar feiras e mercados para diminuir o número de pessoas nos locais.

Aulas

As diretrizes também incluirão a prorrogação da suspensão de aulas presenciais em todas as redes de ensino (estadual, municipal e particular) durante todo o mês de maio, podendo ser retomadas somente em julho, caso o Estado consiga conter o contágio da Covid-19.

Durante a coletiva, o governador também anunciou que irá reforçar a equipe médica do Estado. Ele afirmou que editou medida provisória para contratar médicos selecionados pelo Governo Federal, que ainda não foram chamados. "Serão 106 médicos. Como o Governo Federal ainda não contratou, o Governo do Estado vai contratar".

Ele anunciou, ainda, que irá publicar neste sábado (2) um edital para contratar pessoas para organizar as filas nas agências da Caixa Econômica Federal no Estado, para diminuir as aglomerações. Dino reforçou, também, que se os bancos não se adequarem às regras de saúde e higiene impostas pelo Estado do Maranhão nas agências, a fim de diminuir a concentração de pessoas nos locais, irá aumentar o valor das multas.

Recentemente, o Procon do Maranhão multou a Caixa Econômica pelas aglomerações nas agências. O órgão considera que é de inteira responsabilidade da instituição financeira a adequação as medidas impostas. O governador ressaltou que o Governo do Estado irá ajudar, com a contratação de pessoas, mas a responsabilidade de respeito às normas é dos próprios bancos.

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