Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, é preso pela 2ª vez no Rio de Janeiro
Deputado cassado é investigado por suspeita de repassar informações sigilosas a grupos criminosos.
O deputado cassado Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso pela Polícia Federal em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (27). A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O mandado contra Bacellar foi cumprido ainda nesta sexta em meio à operação Unha e Carne III, que está relacionada com a ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas), responsável por definir um conjunto de regras para operações policiais em solo carioca.
Bacellar, ex-presidente da Alerj, havia sido preso em dezembro de 2025, na primeira fase da operação, que já investigava possíveis vazamentos de dados de uma operação contra o Comando Vermelho. O político foi solto em seguida, mas mediante a determinação de medidas cautelares.
Veja também
Em nota, os advogados do deputado cassado apontaram desconhecimento sobre os motivos da prisão. "Nosso cliente vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas", comunicaram, reforçando que devem recorrer.
Mais indícios em investigação
A nova decisão apontou novos indícios de que o investigado teria atuado para atrapalhar operações policiais, em grupos criminosos violentos com infiltração política, e ainda teria participado do vazamento de informações sigilosas.
Na última semana, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a cassação do mandado de Rodrigo Bacellar, o que pode levar a uma recontagem dos votos das eleições de 2022 no Rio de Janeiro.
Bacellar também foi denunciado, no último dia 16 de março, pela Procuradoria-Geral da República por vazamentos de informações para o Comando Vermelho. Além dele, o ex-deputado estadual TH Joias, o desembargador federal Macário Neto e mais duas pessoas também foram denunciados.
Desde o fim do ano passado, Alerj estava sendo comandada, interinamente, por Guilherme Delaroli (PL).
Já neste ano, o pleito pela presidência resultou na vitória de Douglas Ruas (PL), mas foi invalidado na quinta (26) após a constatação da ausência entre os votantes do deputado que deve substituir Bacellar na Alerj.