Polícia Civil indicia 6 pessoas pela morte de homem negro espancado em supermercado de Porto Alegre

As seis pessoas foram indiciadas por homicídio triplamente qualificado.

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Legenda: João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi espancado e morto por dois homens brancos em um supermercado de Porto Alegre
Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Civil indiciou seis pessoas pela morte de Beto Freitas, homem negro de 40 anos espancado no Carrefour, em Porto Alegre, na noite de 19 de novembro, véspera do Dia da Consciência Negra. As seis pessoas foram indiciadas por homicídio triplamente qualificado.

O laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) apontou que Beto morreu por asfixia. Após ser espancado, ele foi mantido imobilizado no chão.

Gravações mostraram a vítima pedindo socorro. "Tô morrendo", dizia ele em um dos vídeos. A imagem da imobilização e a morte por asfixia lembram a do norte-americano George Floyd, caso que desencadeou protestos contra o racismo nos Estados Unidos.

"Há, sim, tratamento desumano e degradante naquela cena", disse Nadine Anflor, delegada-chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

Segundo a delegada Vanessa Pitrez, do Departamento de Homicídios, foram ouvidas mais de 40 pessoas. Ainda de acordo com a delegada, as imagens mostram "uma conduta desumana e degradante, muito intimamente ligada à origem social da vítima, muito associada à sua cor da pele".

Além dos dois seguranças e da fiscal, a polícia indiciou um terceiro segurança que impediu socorro e mais dois funcionários.

A necropsia que concluiu a causa da morte por asfixia foi realizada por três médicos-legistas. O IGP atuou também na cena do crime e com exames complementares para elucidar o caso.

 

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