'Não vejo contradição', diz ministro de Temer que votou contra impeachment

Ele participou da inauguração de mais uma arena no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca (zona oeste)

O novo ministro do Esporte, Leonardo Picciani (PMDB), disse neste sábado (14) que não se sente constrangido por aderir ao governo interino de Michel Temer depois de votar contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

"Não vejo como contradição", afirmou, no Rio. Ele participou da inauguração de mais uma arena no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca (zona oeste).

Na votação do impeachment, Picciani declarou que a oposição deveria ter a "grandeza e resignação de respeitar as urnas". Neste sábado, ele disse que precisa "colaborar" com o governo interino.

"Estou no PMDB desde os 16 anos. No momento em que o partido tem a obrigação constitucional de assumir o comando do país, preciso, junto com todos os outros, colaborar com o sucesso dessa tarefa", afirmou.

Picciani negou conflito de interesses por ter participação em uma empresa fornecedora das obras dos Jogos de 2016. A Agrobilara, que pertence à família dele, é acionista da mineradora Tamoio, que vende brita para o Parque Olímpico.

"A empresa que prestou serviços é uma sociedade anônima em que uma empresa na qual sou sócio tem cotas e não participa da gestão. Não participo da gestão nem da minha empresa. Sou apenas acionista", disse.

"A empresa fornece insumos às empresas que fazem obras por uma questão logística. O produto em questão, a brita, tem baixo valor agregado", acrescentou.

Questionado sobre sua falta de experiência na área esportiva, o novo ministro disse ter "relação com a gestão" e se apresentou como esportista amador.

"Tenho quatro mandatos de deputado federal. Sempre atuei no Congresso tratando dos mais diversos temas, inclusive do esporte. Pratico esportes de forma amadora e tenho relação com o esporte, mas, sobretudo, tenho relação com a gestão", afirmou.

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