Homem que aplica calotes em bares e restaurantes já foi condenado por golpe contra motel no DF

Calote de R$ 5 mil foi dado contra garotas de programa, motel e motorista de aplicativo

Ruan Pamponet Costa
Legenda: Suspeito de calotes em bares já foi condenado no DF por crime de estiolato contra garotas de programa, motel e motorista de aplicativo
Foto: Reprodução Globo

O homem preso preventivamente em Palmas, Tocantins, suspeito de aplicar inúmeros golpes em estabelecimentos comerciais pelo País, já foi condenado no Distrito Federal por um golpe de R$ 5 mil contra um motorista de aplicativo, duas garotas de programa e um motel na Capital, em 2019. As informações são do G1

Ruan Pamponet Costa foi sentenciado a 2 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, além de 19 dias-multa, pelo crime de estelionato, previsto no artigo 176 do Código Penal. 

Segundo denúncia do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), em abril de 2019, Ruan fez cinco corridas com um aplicativo de transporte na capital, pela conta de outra pessoa.

O condutor foi acionado às 15 horas. Após passar por bares na Asa Norte e no Setor Bancário Sul (SBS), eles seguiram para a W3 Norte, já por volta das 22 horas, onde Ruan contratou duas garotas de programa, prometendo pagar R$ 1 mil para cada. O grupo seguiu com o motorista até um motel.

O suspeito e as duas acompanhantes entraram para um quarto, ainda segundo o processo, onde consumiram bebidas e alimentos, resultando em uma conta de R$ 2.472,80. No dia seguinte, ele se recusou a pagar as garotas de programa, a conta do motel e o motorista de aplicativo, que ainda o esperava do lado de fora do estabelecimento. 

Ruan disse a gerente do motel que tinha perdido o cartão que usaria para pagar a conta. Em seguida, fingiu estar passando mal. A Polícia Militar foi chamada e aos oficiais disse que era "estelionatário contumaz".

Outros processos

Somente no DF, Ruan responde a, pelo menos, outros três processos por crimes similares. Em todo o Brasil, são mais de 40 ocorrências em nove unidades da federação. O caso mais recente foi na última quinta-feira (21), em Palmas.

Ainda não houve manifestação de Ruan ou da defesa dele referente aos três casos. Já no Ministério Público do DF, a primeira denúncia contra o golpista é de 2014, também por estelionato.

Segundo o pai dele, Ruan engana estabelecimentos para manter uma vida luxo. O pai falou ao Domingo Espetacular, exibido nesse domingo (24). 

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