O Sudão registrou mais de 460 mortes após forças paramilitares realizarem um ataque em um hospital da cidade de El Fasher, na quarta-feira (29). O caso aconteceu na região de Darfur.
Após massacre, a Organização Mundial da Saúde (OMS) condenou a ação, assim como o sequestro de seis profissionais da saúde.
A OMS "está consternada e profundamente chocada com as informações sobre a trágica morte de mais de 460 pacientes e acompanhantes na Maternidade Saudita de El Fasher, no Sudão, após os recentes ataques e sequestros de pessoal de saúde", afirmou o chefe da agência da ONU, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no X.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu o fim da escalada militar no Sudão nesta quinta-feira (30).
Veja também
Conflitos no Sudão
A tomada de El Fasher ocorreu após 18 meses de cerco das paramilitares Forças de Apoio Rápido (FAR). A guerra civil do Sudão foi iniciada em abril de 2023.
A disputa pelo poder ocorre entre o general Abdel Fatah al Burhan, comandante do Exército oficial e líder de fato do país desde o golpe de Estado de 2021, e o general Daglo.
Na quarta, o governo acusou os paramilitares de terem atacado as mesquitas e a Cruz Vermelha em El Fasher. "Mais de 2 mil civis morreram durante a invasão da milícia (paramilitar) em El Fasher, que atacou as mesquitas e os voluntários da Cruz Vermelha", disse Mona Nur Al Daem, coordenadora de ajuda humanitária, em Port Sudan, onde fica a sede do governo.