Serial killer brasileiro morto em queda de avião assassinou três mulheres nos EUA, conclui polícia

Roberto Wagner Fernandes praticou os crimes há cerca de 20 anos, morreu em 2005 e teve o corpo exumado no ano passado para coletas de DNA

Roberto Wagner Fernandes serial killer brasileiro
Legenda: Piloto licenciado, o homem é apontado pela morte de mulheres de 21, 24 e 35 anos na Flórida
Foto: Gabinete do Xerife do Condado de Broward via AFP

A polícia dos Estados Unidos concluiu, nessa terça-feira (31), que o serial killer brasileiro Roberto Wagner Fernandes foi o responsável pela morte de três mulheres há cerca de 20 anos, na Flórida. O homem morreu em um acidente de avião no Paraguai, e teve o corpo exumado meses atrás, o que permitiu a investigação americana vincular de forma conclusiva o DNA dele ao das vítimas.

Kimberly Dietz-Livesey, de 35 anos, é apontada como a primeira vítima do brasileiro. Ela foi achada sem vida dentro de uma mala em junho de 2000 em Cooper City.

Em agosto do mesmo ano, Sia Demas, de 21 anos, foi encontrada à beira de uma estrada em Dania Beach dentro de uma mochila.

As duas mulheres foram espancadas até a morte. Já a terceira vítima, Jessica Good, de 24 anos, teve o corpo esfaqueado e jogado na Baía de Biscayne, em Miami, em agosto de 2001.

Roberto Wagner Fernandes em Miami
Legenda: Duas vítimas foram espancadas até a morte, e outra teve o corpo esfaqueado
Foto: Gabinete do Xerife do Condado de Broward via AP

Exumação

A busca por Roberto Wagner Fernandes, que era piloto licenciado, foi retomada somente em 2011, quando os investigadores conseguiram comparar o DNA e as impressões digitais de Good aos assassinatos de Dietz-Livesey e Demas.

As impressões colhidas do suspeito nos EUA eram as mesmas tiradas após a morte da esposa dele, em 1996. Fernandes havia sido acusado de matar a companheira no Brasil, mas foi absolvido e se mudou para Miami.

Durante a apuração da morte das americanas, a polícia descobriu que Fernandes morreu em um acidente de avião 2005, enquanto viajava do Brasil para o Paraguai. Isto fez com que as autoridades fossem atrás do túmulo dele para atestar se, de fato, ele estava morto.

O corpo do piloto foi exumado entre o fim de 2020 e o início deste ano, após um trabalho conjunto da polícia americana, a Polícia Federal do Brasil, o FBI e o Departamento de Justiça dos EUA.

Com as amostras coletadas, os resultados concluíram que o DNA de Fernandes correspondia ao perfil dos crimes de Kimberly Dietz-Livesey, Sia Demas e Jessica Good.

 

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