Relatório do serviço de inteligência dos EUA conclui que não há provas de vida extraterrestre

Muitos fenômenos observados por pilotos militares, diz o documento, não podem ser explicados

pilotos militares registram objetos não identificados
Legenda: No ano passado, o Pentágono divulgou vídeos feitos por pilotos da Marinha americana em que se viam encontros em pleno voo com o que pareciam ser ovnis
Foto: Departamento de Defesa dos EUA/AFP

Longo relatório do serviço de inteligência dos Estados Unidos divulgado nesta sexta-feira (25) informa que não há provas da existência de vida extraterrestre. O documento ainda reconhece que dezenas de fenômenos observados por pilotos militares não podem ser explicados.

Provavelmente não há "nenhuma explicação única" para esses fenômenos, indica o relatório, divulgado pelo gabinete da diretora de Inteligência Nacional.

"Não temos informação suficiente em nossas bases de dados para atribuir esses incidentes a causas específicas", diz o relatório.

Análise de fenômenos

Enumerando incidentes ocorridos entre 2004 e 2021, o texto do serviço de inteligência reconhece que não tem explicação para mais de 140 fenômenos. Mas toda informação coletada continua sendo "pouco conclusiva".

No ano passado, o Pentágono divulgou vídeos feitos por pilotos da Marinha americana em que se viam encontros em pleno voo com o que pareciam ser ovnis. Um desses vídeos é de 2004, e os outros dois, de 2015.

Após décadas de sigilo, o Congresso ordenou no ano passado ao Executivo que informasse publicamente sobre as atividades da unidade do Pentágono encarregada de estudar o fenômeno. O relatório da inteligência não menciona de forma explícita a possibilidade de esses fenômenos terem relação com a vida extraterrestre, mas tampouco a exclui.

Ameaças aos EUA?

O Exército americano tenta determinar se os fenômenos têm relação com ameaças contra os Estados Unidos. "Esses fenômenos aéreos não identificados geram dúvidas sobre a segurança dos voos e a segurança nacional", assinala o relatório.

Mark Warner, presidente do Comitê de Inteligência do Senado, apontou que o número de incidentes desse tipo apresenta uma tendência de alta desde 2018. "Esse relatório, que não oferece uma conclusão clara, é apenas o início dos esforços para explicar as causas dos riscos à aviação em muitas áreas do país e do mundo. O país deve ser capaz de compreender e reduzir as ameaças que pesam sobre nossos pilotos, sejam elas provenientes de drones, balões meteorológicos ou da capacidade de inteligência dos nossos adversários", declarou.

A aceleração dos objetos filmados pelos pilotos e sua capacidade de mudar de direção são difíceis de explicar. As agências de inteligência americanas temem que China ou Rússia estejam testando tecnologias hipersônicas, segundo um funcionário americano citado pela imprensa local.

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