Reino Unido pede que Brexit seja adiado até 30 de junho

A primeira-ministra Theresa May está forçando o Parlamento a decidir entre aceitar um acordo que já foi rejeitado duas vezes ou sair da UE sem acordo

Legenda: Quase três anos após a votação popular que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia, os políticos do país ainda debatem como, quando e se o divórcio será colocado em prática
Foto: Foto: Daniel Leal-Olivas / AFP

O governo britânico pediu nesta quarta-feira (20) à UE (União Europeia) um adiamento de três meses da data de saída do bloco, o brexit, marcado para 29 de março, anunciou a primeira-ministra Theresa May à Câmara dos Comuns.

"Eu escrevi esta manhã para o presidente [do Conselho Europeu, Donald] Tusk informando-o que o Reino Unido quer uma extensão do artigo 50 [que rege a partida de um país membro] até 30 de junho", explicou May para os deputados.

Quase três anos após a votação popular que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia, os políticos do país ainda debatem como, quando e se o divórcio será colocado em prática.

Muitos esperavam que a extensão fosse significativamente mais longa. No entanto, membros do Partido Conservador, de May, temem que um adiamento longo do brexit possa fazer com que ele jamais ocorra.

O Partido Trabalhista, de oposição, disse que, ao optar por um adiamento curto, May está forçando o Parlamento a decidir entre aceitar um acordo que já foi rejeitado duas vezes ou sair da UE sem acordo.

O pedido deve ser debatido pela União Europeia na quinta (21) e na sexta-feira (22). Jean-Claude Juncker disse que a UE fez muito para acomodar os interesses britânicos e que não pode ir mais além.

"Não haverá renegociações, novas negociações ou garantias adicionais além daquelas que já foram dadas", disse Juncker a uma rádio alemã.

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