Primeiro-ministro da França ironiza uso de cloroquina em resposta a deputado e recebe aplausos

Discussão aconteceu durante Assembleia Nacional, quando foi anunciado a suspensão dos voos entre o país e o Brasil

Primeiro-ministro francês, Jean Castex
Legenda: O primeiro-ministro francês, Jean Castex, citou a hidroxicloroquina em resposta a critica de deputado da oposição, durante sessão na Assembleia Nacional
Foto: Stephane de Sakutin / AFP

Durante sessão na Assembleia Nacional da França, da terça-feira (13), o primeiro-ministro francês, Jean Castex, citou o uso da cloroquina no Brasil, ironizando as acusações de um deputado da oposição sobre medidas efetivas de combate a Covid-19. As informações são do G1.

Antes de anunciar a suspensão dos voos entre França e o Brasil, Castex foi criticado pelo deputado Patrick Hetzel, que cobrava medidas mais efetivas de combate à pandemia, como o fechamento da fronteira entre os dois países. 

Na resposta, o primeiro-ministro rebateu as acusações, disse que o governo se mantém ativo nas medidas de prevenção, citando a decisão de não usar hidroxicloroquina no tratamento dos pacientes, recomendado anteriormente por Hetzel.

"Há uma coisa que não fizemos, seguir as suas recomendações. O senhor escreveu ao presidente da República em 2020 aconselhando-o a prescrever hidroxicloroquina. Gostaria de salientar que o Brasil é o país que mais prescreveu, senhor deputado", disse Castex, sob risos e aplausos dos presentes. 

A discussão começou após o deputado de oposição dizer que a variante da Covid identificada no Brasil, mais contagiosa e mortal, ameaça a França. Ele questiona se o primeiro-ministro proibirá os voos com países que possuem variantes perigosas ou se iria continuar sendo incapaz de implementar políticas sanitárias. 

Jean Castex, então, disse que o deputado distorce a realidade, já que, desde o fim de janeiro, restrições aos viajantes partindo do Brasil estavam implantadas. 

Logo em seguida, o primeiro-ministro anunciou a suspensão dos voos. "Quem quiser vir do Brasil para a França tem que testar negativo no embarque, negativo na chegada e passar um período de dez dias isolado. Então é completamente impreciso dizer que teríamos ficado parados e não feito nada. Esta é a verdade! No entanto, notamos que a situação está piorando e, por isso, decidimos suspender todos os voos entre Brasil e França até segunda ordem", disse.

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