Presidente da Coreia do Sul sugere proibir o consumo de carne de cachorro

A carne de cachorro é utilizada há muito tempo na cozinha sul-coreana

Presidente da Coreia do Sul brinca com cachorro
Legenda: Moon Jae-in, presidente sul-coreano, e primeira-dama Kim Jeong-sook brincam com cachorros. Foto tirada em 2018
Foto: Presidência da Coreia do Sul

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, cogita proibir o consumo de carne de cachorro no País. A possibilidade foi anunciada pelo seu gabinete, nesta segunda-feira (27). A prática se tornou tabu entre as gerações mais jovens e a pressão dos defensores dos direitos dos animais é crescente.

"Não chegou o momento de considerar, com prudência, a proibição do consumo de carne de cachorro?", questionou Moon ao primeiro-ministro Kim Boo-kyum durante uma reunião semanal, de acordo com o porta-voz da presidência.
 

A carne de cachorro é utilizada há muito tempo na Coreia do Sul. Segundo estimativas, até um milhão destes animais seriam consumidos por ano.

Mas, à medida que os sul-coreanos passaram a considerar os cães mais como animais de estimação do que fonte de alimento, o consumo começou a registrar queda.

Tradição prestes a ser derrubada

O presidente fez o comentário durante a apresentação de um plano para melhorar o sistema de atendimento aos animais abandonados, completou o porta-voz.

O setor de animais domésticos está em pleno crescimento na Coreia do Sul e cada vez mais residências têm um cão, a começar pelo chefe de Estado.

A lei de proteção de animais na Coreia do Sul pretende, especialmente, proibir a matança cruel de cães e gatos, mas não proíbe o consumo.

Ainda assim, as autoridades usaram o texto e outras regras de higiene para reprimir as fazendas de cães e restaurantes quando eventos internacionais foram organizados no país, como os Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang-2018.

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