Ministro da Economia da Argentina, Martin Guzmán, anuncia demissão

Renúncia aconteceu em meio a uma crise cambial e de inflação

Martin Guzmán
Legenda: Martin Guzmán foi ministro da pasta por dois anos e meio
Foto: AFP

Martín Guzmán, ministro da economia da Argentina, pediu demissão neste sábado (2), em meio a uma crise cambial e de inflação, e após meses de críticas da vice-presidente, Cristina Kirchner.

A renúncia foi anunciada em uma publicação no Twitter, em que Guzmán apresentou sua demissão ao presidente argentino, Alberto Fernández. Na longa carta, ele enumera os desafios e conquistas de sua gestão, sem informar o motivo da decisão, após dois anos e meio na pasta.

Em um país onde a inflação chega a mais de 60% em 12 meses, Guzmán destacou que, para seu substituto, será primordial que trabalhe em um acordo político dentro da coalizão governante. "Será fundamental continuar fortalecendo a consistência macroeconômica, incluindo as políticas fiscal, monetária, de financiamento, cambial e energética".

FMI

A Argentina acertou com o Fundo Monetário Internacional (FMI) um empréstimo de facilidades estendidas, conhecido como SAF, para liquidar os 44 bilhões de dólares desembolsados no âmbito de um crédito acordado há quatro anos por 57 bilhões, o maior da história do Fundo.

Guzmán liderou as negociações com o FMI para alcançar esse acordo e conseguiu evitar que o país entrasse em default.

"Com a profunda convicção e confiança em minha visão sobre o caminho que a Argentina deve seguir, continuarei trabalhando e agindo por uma pátria mais justa, livre e soberana", acrescentou o ministro em sua carta de demissão.

O presidente Alberto Fernández ainda não se pronunciou sobre a saída de um dos principais colaboradores do seu gabinete.

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