Mascarados participam de manifestação contra o Governo em Santiago

A realização da consulta, marcada para abril de 2020, foi aprovada pelo Congresso, ontem, após Governo e oposição chegarem a um acordo. No plebiscito, os eleitores responderão se desejam ou não a nova Carta Magna

Legenda: Em reação a protestos, Chile fará plebiscito sobre nova Constituição
Foto: Foto: AFP

O Congresso chileno alcançou um acordo histórico, ontem, para convocar em abril de 2020 um plebiscito para substituir a Constituição vigente desde a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

O passo foi recebido com euforia pelo mercado após quase um mês de crise social, mas não foi suficiente para evitar uma nova manifestação. "O acordo por uma Nova Constituição é histórico e uma notícia muito boa. Hoje, foi definitivamente despejada a Constituição de Pinochet. Há trabalho pela frente", disse Jaime Bassa, professor de Direito na Universidade de Valparaíso.

Entre as primeiras reações, destacou-se a da Bolsa de Santiago, que chegou a disparar mais de 6%, enquanto o dólar teve uma queda abrupta após atingir máximos históricos e superar os 800 pesos por dólar desde terça, quando houve um agravamento da violência.

Em quase 30 anos de democracia, nenhuma iniciativa para mudar a raiz da Constituição prosperou, principalmente devido à oposição da direita no Congresso.

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