Lago onde triatleta brasileira morreu costuma ter natação proibida por 'visibilidade zero' da água
O governo estadunidense autoriza natações no Lago Woodlands apenas em eventos especiais.
A triatleta brasileira Mara Flávia Araújo, de 38 anos, faleceu no último sábado (18), enquanto participava da etapa de natação do Ironman Texas. A prova foi realizada no Lago Woodlands, onde o governo dos Estados Unidos normalmente não autoriza a prática de natação devido à “visibilidade zero” da água.
As autorizações como "exceção" ocorre apenas em eventos especiais, segundo a rede ABC. Durante a prova, Mara submergiu na água e acabou morrendo.
O corpo foi recuperado após as autoridades utilizarem várias embarcações para as buscas e equiparem agentes com um sonar de varredura lateral, instrumento que ajuda em condições de baixa visibilidade.
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Foi apenas meia horas após acionarem o socorro que o sonar "detectou um alvo" a três metros de profundidade. Mara foi resgatada, já sem vida, por mergulhadores.
"As autoridades explicaram que normalmente não é permitido nadar no Lago Woodlands devido à 'visibilidade zero' na água, com exceções para alguns eventos especiais. As autoridades disseram que havia um grande número de pessoas na água no momento do incidente, e que embarcações de apoio estavam próximas e puderam prestar auxílio rapidamente", detalhou a rede ABC13.
O gabinete do xerife do condado de Montgomery detalhou ter sido notificado pelo acidente. Em nota publicada no Facebook, ainda acrescentou que está investigando o incidente.
Saiba quem era Mara Flávia
Mara tinha 38 anos e morava na cidade de São Paulo. Era formada em jornalismo e marketing, mas usava as redes sociais para compartilhar a rotina de treinos e as conquistas esportistas.
No Instagram, a triatleta concentrava mais de 59 mil seguidores. Ela publicava registros em provas nos EUA, Canadá, Porto Rico, Espanha e em cidades brasileiras, como Porto Seguro e São Carlos.
Conforme conta em uma publicação de 2022, Mara começou a carreira aos 18 anos, vendendo espaço de propaganda em uma rádio no interior de São Paulo, em São Carlos, e apresentando um programa de esportes radicais.
A vida de triatleta começou em 2019, após o diagnóstico de um problema de saúde, não revelado por ela, já na capital paulista.
Ainda segundo a publicação, ela conquistou a terceira colocação no Triatlo Brasília, venceu duas edições do GP Brasil e obteve duas classificações mundiais para o 70.3.