Jair Bolsonaro comparece à posse do presidente do Equador usando máscara

No domingo (23), o presidente brasileiro passeou de motos pelas ruas do Rio de Janeiro sem usar o equipamento de proteção

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro (C) chega à Assembleia Nacional para assistir à posse do presidente eleito do Equador, Guillermo Lasso, em Quito, em 24 de maio de 2021
Legenda: Há quatro dias, o chefe do Executivo nacional disse em que estava sentindo sintomas da Covid-19
Foto: AFP

Usando máscara de proteção, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) compareceu à posse do novo presidente do Equador, Guillermo Lasso, nesta segunda-feira (24). O ex-banqueiro de direita herda um país em crise econômica, que se aprofundou com a pandemia da Covid-19.   

Além do presidente brasileiro, o chanceler do Brasil, Carlos Alberto Franco França, esteve presente na cerimônia, que acontece na Assembleia Nacional na capital Quito. Ambos chegaram ao local usando o equipamento de proteção contra o novo coronavírus.   

Também assistiram à posse os presidentes da República Dominicana, Luis Abinader; e do Haiti, Jovenel Moise, assim como do rei da Espanha, Felipe VI, segundo o Congresso. 

Com uma aceitação de 60,5% dos equatorianos, Lasso substituiu Lenín Moreno, que chegou à Presidência impulsionado pelo ex-governante socialista Rafael Correa (2007-2017) e depois se tornou seu adversário político.  

Atualmente, o Equador é assolado pela crise sanitária causada pela Covid-19. O país é o sétimo da América Latina em número de casos (418.851) e mortes (20.193), de acordo com uma contagem da AFP.  

Passeio no Rio de Janeiro sem máscara 

No domingo (23), Bolsonaro participou de um passeio de motos pelas ruas do Rio de Janeiro. Na ocasião, ele estava acompanhando do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. O evento ocorreu três dias após o gestor do Executivo nacional dizer, em uma transmissão ao vivo, que voltou a ter sintomas da Covid-19.   

A Prefeitura do Rio de Janeiro estima que participaram do evento cerca de 10 mil a 15 mil pessoas. Bolsonaro, assim como Pazuello, e a maioria dos presentes, não usava máscara. A manifestação foi convocada por apoiadores do chefe do Executivo nacional.  

Decreto em vigor do Governo do Rio de Janeiro prevê o uso obrigatório de máscara em qualquer ambiente público, assim como distanciamento mínimo de 1,5 metro. Já o decreto do Município do Rio mantém proibida a realização de eventos em áreas públicas

Aglomerações no Maranhão  

O Governo Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão, autuou na última sexta-feira (21) o Bolsonaro por gerar aglomeração com mais de cem pessoas, sem controle sanitário, em meio à pandemia da Covid-19 e por não usar máscara em evento, no município de Açailândia, a 560 km da capital São Luís.  

O presidente tem 15 dias para apresentar uma defesa. Depois disso, deve ser estabelecida a multa pelo descumprimento das regras sanitárias. O valor, pela legislação, pode variar de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.  

Bolsonaro em meio a multidão no Maranhão
Legenda: Bolsonaro protagonizou cenas de aglomeração e desrespeito às regras sanitárias. Na foto, o presidente em Açailândia
Foto: Isac Nóbrega/Presidência da República

Na quinta-feira (20), Bolsonaro participou de uma solenidade de entrega de 282 títulos definitivos de propriedades rurais do Projeto Assentamento Açaí, também no Maranhão, ocupado desde 1996 por famílias da região.  

No evento, ele protagonizou cenas de aglomeração e desrespeito às regras sanitárias. Sem máscaras e descumprindo o distanciamento social, apoiadores do presidente se aglomeraram em diferentes pontos do trajeto da comitiva presidencial.  

O presidente também não usou máscara ao visitar a sede do Sindicato dos Produtores Rurais, no Parque de Exposição de Açailândia. A organização do evento confirmou que o uso obrigatório de máscara era um dos critérios estabelecidos para a entrada de convidados. 

Quero receber conteúdos exclusivos sobre o mundo