Israel bombardeia Síria após ser atacado com míssil

A ofensiva provocou a morte de um tenente sírio e deixou três feridos

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Legenda: Um soldado israelense faz um gesto para os motoristas de canhões de artilharia nas colinas de Golan
Foto: Jalaa Marey/AFP

O exército israelense informou, nesta quinta-feira (22), ter contra-atacado a Síria com bombardeios. Além de danos materiais, um tenente morreu e outros três ficaram gravemente feridos. Israel havia sido atingido por um míssil no deserto de Neguev (sul), nas proximidades de uma instalação nuclear secreta. 

"Um míssil terra-ar identificado como proveniente da Síria caiu no Neguev. Em represália (...), o exército israelense bombardeou a bateria desde a qual o míssil foi lançado e outras baterias sírias de mísseis terra-ar", afirmou o exército israelense em um curto comunicado.

A maioria dos disparos da Síria foi interceptada pelo escudo antimísseis israelense "Cúpula de Ferro".

Ofensiva

De acordo com a agência oficial síria Sana, o exército israelense lançou mísseis das colinas de Golã "contra posições nas imediações de Damasco".

"Nossa bateria de defesa antiaérea interceptou mísseis e fez cair a maioria deles nesta agressão que causou ferimentos em quatro soldados e alguns danos materiais", acrescentou a agência síria.

Os bombardeios destruíram baterias de defesa antiaérea em Dmeir, cidade que fica 40 km ao nordeste da capital síria, Damasco, onde teriam sido armazenadas armas que pertencem a milícias pró-Irã. A informação é da ONG Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH). 

Em nova atualização, a OSDH informou que o ataque provocou baixas entre as forças sírias. "Um oficial das forças do regime com patente de tenente morreu nos bombardeios israelenses [...] Outros três membros das forças sírias foram gravemente feridos".

Anteriormente, o exército israelense indicou que as sirenes que alertam para ataques potenciais foram ativadas perto da localidade beduína de Abu Qrenat, situada a alguns quilômetros da central de Dimona.

Israel nunca reconheceu que dispõe de um arsenal nuclear, mas especialistas estrangeiros, que se baseiam em particular no testemunho de Mordechai Vanunu, um ex-técnico nuclear israelense, garantem que o Estado hebreu dispõe de 100 a 300 ogivas nucleares.

Uma fonte militar israelense disse à AFP que o míssil caiu em uma área aberta e não provocou vítimas ou danos. A imprensa de Israel indicou que o míssil não tinha como alvo a central de Dimona.

Vigilância

Apesar de o exército israelense não ter informado a localização exata da queda do míssil, um fotógrafo da AFP constatou uma grande presença de forças de segurança na área de Ashalim, a 40 km de Dimona, na região do Neguev. 

Desde o início da guerra na Síria, em 2011, o Estado hebreu realizou centenas de bombardeios contra posições do poder sírio e seus aliados, as tropas iranianas e combatentes do Hezbollah libanês.

O país garante que tenta evitar que seu principal inimigo, o Irã, consiga se implantar na Síria, país fronteiriço com o Estado hebreu. O exército israelense realizou centenas de bombardeios na Síria, mas em raras ocasiões os reconheceu publicamente.

























 

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