Israel bombardeia a Faixa de Gaza em represália a disparo de foguete

Algumas horas antes, o exército anunciou que o sistema de defesa antimísseis "Cúpula de Ferro" interceptou na quarta-feira um "projétil" disparado a partir da Faixa de Gaza

A aviação de Israel executou vários bombardeios na Faixa de Gaza em represália ao disparo de um foguete contra seu território a partir do território palestino, que é governado pelo movimento islamita Hamas, informou o exército do Estado hebreu.

"Aviões e helicópteros atacaram vários alvos terroristas do Hamas na Faixa de Gaza. Entre os objetivos estavam diversas posições militares", afirma um comunicado do exército israelense.

Algumas horas antes, o exército anunciou que o sistema de defesa antimísseis "Cúpula de Ferro" interceptou na quarta-feira um "projétil" disparado a partir da Faixa de Gaza.

"Um projétil foi lançado a partir da Faixa de Gaza contra o território israelense e interceptado pelo sistema de defesa Cúpula de Ferro", indicou o exército em um comunicado, acrescentando que as sirenes de alerta soaram em Ashkelon, cidade israelense próxima a Gaza.

O incidente aconteceu no momento em que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, participava em um ato de campanha pelas primárias de seu partido em Ashkelon.

Um vídeo exibido pelo canal públicos Kan 11 mostra o momento em que um agente de segurança se aproxima Netanyahu e avisa sobre um "alerta vermelha". O primeiro-ministro acena para os militantes do Likud que compareceram ao evento e deixa o local ao lado da esposa, Sara.

O líder do Likud já havia sido retirado, por motivo semelhante, de um comício nesta mesma localidade do sul de Israel em setembro, em meio à campanha das segundas eleições legislativas convocadas em 2019

Os militantes do Likud escolhem nesta quinta-feira seu novo líder em primárias exigidas por Gideon Saar, o principal rival interno de Netanyahu, que aspira ocupar seu lugar à frente desta sigla conservadora e nacionalista.

Israel terá em 2 de março as terceiras eleições legislativas em menos de um ano, com a esperança de solucionar a crise política que paralisa o país, depois que nem Netanyahu nem seu adversário Benny Gantz conseguiram formar governo.

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