Ghislaine Maxwell, ex-namorada e cúmplice de Epstein, presta depoimento em caso que envolve Trump

Condenada por tráfico sexual, ela conversou com Todd Blanche, o "número 2" do Departamento de Justiça dos Estados Unidos

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Redação producaodiario@svm.com.br
Fachada do Departamento de Justiça dos Estados Unidos
Legenda: Maxwell foi ouvida pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos nesta semana
Foto: Tada Images/Shutterstock

A ex-namorada do financista Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell, depôs na última quinta-feira (24) sobre a possibilidade de o governo norte-americano ter acobertado nomes relacionados ao escândalo que envolve o bilionário — ele foi preso em 2019 por tráfico sexual e tirou a própria vida na cadeia poucos dias depois.

O encontro entre Maxwell e o "número dois" do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Todd Blanche, ocorreu em um tribunal de Tallahassee, na Flórida, em meio à pressão de aliados do presidente Donald Trump.

O advogado da cúmplice de Epstein, David Markus, afirmou que ela respondeu a todas as perguntas com "sinceridade e da melhor forma possível", mas não deu detalhes sobre a conversa.

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Encontro é considerado 'incomum'

A reunião entre Maxwell e Blanche foi considerada "incomum" entre parlamentares de oposição a Trump.

O senador democrata Sheldon Whitehouse, por exemplo, questionou se Blanche estava ali como representante do governo ou como advogado “à la Tom Hagen”, fazendo uma referência a um personagem mafioso do filme "O Poderoso Chefão".

"Prometerá um indulto em troca do silêncio dela ou de um relato favorável a Trump?", escreveu o senador nas redes sociais.

No início da última semana, Blanche havia dito que encontraria a cúmplice de Epstein para saber "o que ela sabe". Ele também garantiu que, se a condenada tivesse informações sobre crimes cometidos contra as vítimas, o FBI e o Departamento de Justiça a ouviriam.

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Quem é Ghislaine Maxwell?

Ghislaine Maxwell foi condenada a 20 anos de prisão por tráfico sexual. Ela é considerada culpada de recrutar menores de idade para serem exploradas por Jeffrey Epstein entre os anos de 1994 e 2004.

O caso virou "tópico sensível" para Trump após ser revelado na imprensa que o presidente frequentou o mesmo círculo social do bilionário e o nome dele aparecer nos "arquivos Epstein" obtidos pela Justiça.

No entanto, não há indícios de que o republicano tenha cometido qualquer crime. O porta-voz dele negou as acusações e disse que Trump cortou relações com Epstein há anos.

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Entenda o caso

À época em que cometeu os crimes, Epstein tinha diversas conexões com milionários, artistas e políticos influentes. Ele foi acusado de aliciar menores de idade para encontros sexuais em suas mansões e chegou a firmar um acordo em 2008 para se declarar culpado. 

O caso voltou à tona em 2019, quando autoridades federais consideraram o acordo inválido e determinaram a prisão de Epstein por tráfico sexual. Ele tirou a própria vida na cadeia poucos dias depois. 

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