Egito negocia cessar-fogo entre palestinos e israelenses

A troca de ataques entre Israel e Palestina foi considerada a maior escalada de violência na região desde a guerra de 2014

Legenda: Palestinos se reúnem na praia na Cidade de Gaza
Foto: Foto: SAMI AL-SULTAN / AFP

Lideranças palestinas em Gaza e Israel acertaram, nesta segunda-feira (6), um cessar-fogo, negociado pelo Egito, depois da escalada de violência entre o Exército israelense e grupos armados palestinos ter deixado 25 mortos em dois dias.

O cessar-fogo entrou em vigor na madrugada de hoje, segundo representantes do movimento islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza, e do grupo extremista palestino Jihad Islâmica. Um funcionário do governo egípcio também confirmou a informação sob anonimato.

Israel não confirmou o cessar-fogo, mas levantou as restrições à circulação de pessoas na região de fronteira com Gaza, incluindo a reabertura de escolas. Segundo os militares israelenses, a situação na região é de retorno à rotina.

Uma nova escalada de violência, com disparo de foguetes a partir de Gaza e bombardeios por Israel, causou - desde sábado - ao menos 25 mortos, sendo quatro deles civis israelenses e 21 palestinos. Destes, ao menos nove eram militantes de movimentos armados.

Esta é considerada a maior escalada de violência na região desde a guerra de 2014. Desde 2007, quando o Hamas assumiu o poder em Gaza, Israel e militantes palestinos já entraram três vezes em guerra.

Israel afirmou que seus bombardeios foram uma resposta a 690 mísseis e morteiros disparados pelo Hamas e pela Jihad Islâmica desde sábado. Israel respondeu com 350 ataques a posições do Hamas, como túneis e depósitos de armas, segundo os militares israelenses.

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