Nasa registra maior explosão solar desde 2017

Fenômeno espacial causou breve "apagão" de rádio na Terra

Imagem de explosão solar registrada pela NASA
Legenda: Evento foi classificado como de classe X, o maior dentre os tipos de explosões solares
Foto: reprodução/Solar Dynamics Observatory/NASA/

A Nasa, agência espacial norte-americana, registrou, no último sábado (3), a maior explosão solar já vista desde 2017. Conforme as autoridades, a força da explosão foi suficiente para provocar um breve "apagão" de rádio na Terra.

O órgão governamental divulgou uma imagem que mostra a erupção solar, a qual pode ser vista em destaque na parte superior direita da estrela.

Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), uma erupção solar é uma tremenda explosão que ocorre no Sol quando a energia armazenada em campos magnéticos "torcidos" — geralmente acima das manchas solares — é liberada subitamente.

Em questão de apenas alguns minutos, elas aquecem o material a "muitos milhões de graus" e produzem uma explosão de radiação em todo o espectro eletromagnético, incluindo ondas de rádio a raios X e raios gama. Elas podem ser classificadas em três tipos: C, M e X.

A erupção desse sábado ocorreu em uma mancha solar denominada "AR2838", sendo classificada pelo Space Weather Prediction Center (SWPC), o centro de Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, como um poderoso evento de classe X.

O que é explosão solar de classe X

De acordo com a Space, publicação especializada em conteúdos de espaço e astronomia, as explosões solares de classe X são o tipo mais forte de erupção solar. Caso ocorram em direção à Terra, podem chegar a pôr astronautas e satélites em perigo no espaço, bem como interferir nas redes energéticas do planeta.

Além disso, as erupções solares mais moderadas de classe M também podem sobrecarregar as auroras da Terra e proporcionar "exibições deslumbrantes".

O portal climático Spaceweather, que rastreia eventos espaciais, informou que a erupção, de classe X1.5 na escala que rastreia eventos solares, girou para o outro lado do Sol. "A mancha se foi tão rápido quanto apareceu", comunicou o veículo, acrescentando que, no dia 4 de julho, a explosão girou sobre o noroeste e passará as próximas duas semanas transitando pelo outro lado da estrela.

Ainda conforme o Space, o clima solar, assim como o do planeta Terra, também possui ciclos particulares, os quais podem ter fases ativas e outras com níveis mais baixos de atividade. O atual, chamado ciclo solar 25, teve início em 2020. 


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