Esteticista que aplicou hidrogel em mulher em Alagoas é indiciada por homicídio qualificado

Suspeita disse que já fez o procedimento em várias mulheres, inclusive nela mesma, e que foi a primeira vez na qual uma cliente morreu após a aplicação do produto

Escrito por Redação,

Alagoas

A Polícia Civil de Alagoas indiciou a mulher responsável pela aplicação de hidrogel nas nádegas da atendente de lanchonete Susana Thais Ferreira da Silva, de 33 anos, morta horas depois do procedimento. O caso ocorreu no dia 30 de janeiro. As informações são do portal G1.

A mulher, identificada em mensagens apenas como Mariângela, é de Salvador, na Bahia, e tem 44 anos, conforme o delegado Robervaldo Davino, responsável pelo caso. Ela afirmou, em depoimento, que trabalhava com procedimentos estéticos havia mais de três anos e assumiu que atuou de forma clandestina e em local inadequado — o procedimento estético foi feito dentro de  um resort.

Além disso, a mulher destacou que, além de atuar como esteticista, tem curso superior na área. Acrescentou ainda que já fez o procedimento em várias clientes, inclusive nela mesma, e que foi a primeira vez na qual uma cliente morreu após a aplicação do produto.

“Ela apresentou-se com seu advogado. A interrogamos e a indiciamos pelo crime de homicídio qualificado. No momento de aplicar o produto, ela disse que assumiu o risco de que algo poderia acontecer”, afirmou Davino. Um inquérito deve ser encaminhado para o Ministério Público assim que concluído.

Como foi o caso

Susana Thais foi submetida a uma aplicação de hidrogel nas nádegas em um resort no Litoral Norte de Alagoas. Após o procedimento, ela voltou para casa, no bairro Chã da Jaqueira, em Maceió, sentindo-se mal e perdendo a voz.

Ainda no sábado (30), a atendente de lanchonete foi ao Hospital Geral do Estado (HGE) com suspeita de embolia pulmonar e infecção generalizada. A paciente ficou internada por ter apresentado piora no quadro clínico, mas não resistiu e foi a óbito na madrugada do dia 31. A necropsia atestou morte por embolia pulmonar.

O marido da vítima, Wanderson Dias, teve acesso às mensagens trocadas entre as envolvidas no procedimento estético. Além de ter garantido que não seria um processo perigoso, Mariângela teria informado que uma anestesia seria necessária para que a jovem suportasse as injeções. "Eu perdi minha esposa e quero justiça", ressaltou o homem.

O casal, que mantinha uma união estável há seis anos, tem um filho de quatro anos. Além disso, ela também deixa uma filha de 13 anos, de um relacionamento anterior.