Butantan vai produzir vacina nacional contra chikungunya após aval da Anvisa

Com fabricação no Brasil, Instituto Butantan busca entregar a vacina com um preço menor e mais acessível.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 21:46)
Imagem do imunizante, batizado de Butantan-Chik, que será fabricado pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva.
Legenda: Com autorização da Anvisa, o Instituto Butantan também passa a ser oficializado como local de fabricação.
Foto: Divulgação/Instituto Butantan.

O Instituto Butantan foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta segunda-feira (4), a produzir a vacina contra a chikungunya. O imunizante, batizado de Butantan-Chik, será fabricado em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva.

Desde abril de 2025, a vacina já tinha sido aprovada pela Anvisa, mas os locais de produção registrados eram apenas as fábricas da farmacêutica Valneva. Assim, com a nova decisão, o Butantan se torna um local oficial de fabricação, mantendo a mesma qualidade, segurança e eficácia. 

Segundo a Agência Brasil, o imunizante poderá ser  incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Ele é indicado para a população de 18 a 59 anos de idade

"Mais um marco importante para o Instituto Butantan e para a saúde da população. Ao executar a maior parte do processo de fabricação, o Instituto Butantan, por ser uma instituição pública, poderá entregar a vacina com um preço menor e mais acessível, com a mesma qualidade e segurança", declarou o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás.

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Quem pode tomar a vacina da chikungunya

O público-alvo da vacina da chikungunya, neste momento, é a população de 18 a 59 anos, mas há algumas exceções, de acordo com o Ministério da Saúde. A vacina é contraindicada para:

  • Gestantes;
  • Lactantes; 
  • Imunocomprometidos ou imunossuprimidos; 
  • Pessoas com alergia a algum componente da vacina.

Durante a estratégia piloto, pessoas acima de 60 anos também não devem receber a vacina. “Esta orientação encontra base em um sinal de segurança publicado pela FDA e EMA, para possível exacerbação de doença crônica após a vacinação neste público”, explica o MS.

FDA (Food and Drug Administration) é a agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA. Já a EMA é Agência Europeia de Medicamentos, que avalia e controla medicamentos na União Europeia (UE).

 

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