Quadrilha que arrombou joalheria já tinha furtado 90 celulares de loja há 3 meses em Fortaleza

Integrante da mesma quadrilha foi preso na posse de 90 aparelhos celulares, avaliados em mais de R$ 600 mil, em outubro de 2020

Celulares furtados foram recuperados com a prisão de suspeito
Legenda: Celulares furtados foram recuperados com a prisão de suspeito
Foto: Reprodução

A organização criminosa que furtou uma joalheria de um shopping no bairro Aldeota, em Fortaleza, no último dia 10 de janeiro, já tinha cometido o mesmo crime contra uma loja de aparelhos celulares, localizada em um shopping no Papicu, há menos de 3 meses.

Naquela ocasião, a quadrilha furtou 90 smartphones, avaliados em mais de R$ 600 mil, na madrugada do dia 24 de outubro do ano passado. De manhã, os funcionários da loja perceberam o crime e acionaram a Polícia, que começou as buscas pelos suspeitos.

Um jovem, identificado como Markos Vinícius Araújo, de 18 anos, natural de Brasília, foi preso em flagrante, horas depois, na posse de todos os aparelhos celulares furtados.

O 'modus operandi' daquele crime foi semelhante ao caso registrado neste mês. Markos Vinícius usou a tubulação do ar-condicionado, quebrou o forro do teto e adentrou à loja, para subtrair os smartphones.

No furto à joalheria, Igor Augusto da Silva Neves, 19, repetiu a ação criminosa para furtar joias avaliadas em cerca de R$ 200 mil. A organização criminosa ainda colocou outro integrante em uma livraria ao lado, com o objetivo dele também passar para a joalheria, para arrombar o cofre, mas ele não conseguiu.

Anéis, brincos e colares foram alguns dos itens roubados
Legenda: Anéis, brincos e colares foram alguns dos itens roubados
Foto: Divulgação

Junto de Igor, foram presos Vanderley da Conceição Caldeiras, 26, e Amanda Teixeira da Silva, 41, ainda em Fortaleza. As receptoras do material furtado foram presas em Anápolis (Goiás) e Ceilândia (Distrito Federal), Vanessa de Araújo Silva, 21, e Vanessa dos Santos Carneiro, 35, respectivamente.

A organização criminosa atua em todo o Brasil, mas tem origem justamente em Goiás e no Distrito Federal, segundo o titular da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), da Polícia Civil do Ceará (PCCE), delegado Rommel Kerth: "Essas prisões se deram devido a participação dessas pessoas numa organização criminosa natural do Distrito Federal, com ramificação em Goiás, cujos líderes custeiam várias células, normalmente compostas por três pessoas, para que façam furtos de grandes montas, preferencialmente em shoppings das capitais de todo o Brasil".

Confira vídeo do furto à joalheria no bairro Aldeota:

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