Polícia prende dois suspeitos de assassinar universitário

A vítima foi assassinada quando estava indo encontrar a ex-namorada, levando flores e bombons

Dois homens foram presos sob a suspeita do homicídio do estudante universitário Diego Gonçalves Lima Monteiro, 30. O crime aconteceu em março de 2018, em Fortaleza, quando Diego estava indo encontrar a ex-namorada, levando um buquê de flores e bombons.

A Polícia Civil do Ceará divulgou nesta terça-feira (14) que, por meio de mandados de prisão preventiva, foram capturados Ruan Mateus Fernandes Vidal, 24, e Samuel de Lima Santos, 33. Há um terceiro envolvido que já foi identificado e segue sendo investigado.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), as investigações apontaram que Ruan, sem antecedentes criminais, era encarregado de ameaçar pessoas que não pagavam valores referentes a vendas e locações de veículos feitas pelo universitário. O próprio Ruan havia adquirido um veículo da vítima e repassado a ela R$ 10 mil de pagamento.

O estudante teria recebido o dinheiro e mesmo assim ameaçado Ruan, pedindo o carro de volta. A SSPDS informou que diante das ameaças, Ruan Mateus articulou a ação criminosa junto a um segundo suspeito. 

No dia 29 de março de 2018, data do crime, o universitário pediu que Ruan realizasse uma corrida até a casa da ex-namorada. No caminho, a vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo. Samuel de Lima foi identificado como proprietário do carro utilizado para o homicídio. Ele emprestou o veículo, mas não participou diretamente da execução. A SSPDS destacou que a dupla presa se encontra à disposição da Justiça cearense e deve responder por homicídio. 

Advogados

Os advogados Anderson Cardoso e Laís Bandeira, representantes dos pais do Diego Gonçalves, afirmam que a vítima trabalhava como farmacêutico, era estudante de Gastronomia, "não havendo nada que desabone sua conduta". Destacaram ainda que Diego "possuía apenas dois veículos, não havendo razões para existir qualquer parceria de cobrança com o Ruan".

Salientaram também o fato de um dos veículos havia sido negociado a venda com Ruan. "Acreditamos que a motivação se deu em razão dessa dívida". Os representantes legais da família do estudante disseram não ser "possível compreender a nota da Secretaria (da Segurança), uma vez que nos autos não há nada que comprove que o Ruan trabalhasse para o Diego". Por fim, destacaram que os criminosos buscam desabonar a conduta da vítima "para tentar achar meios de justificar o injustificável".  

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