Polícia Civil investiga a morte de mulher achada dentro de lagoa da Maraponga

A mulher de 32 anos foi encontrada morta no último sábado (4). A filha, que estava com ela, foi resgatada com vida na manhã do mesmo dia dentro da mesma lagoa

Legenda: O corpo da mulher foi encontrado horas depois de os bombeiros acharem a filha dela com vida na mesma lagoa
Foto: FotoÇ Thiago Gadelha

Refazer o trajeto que levou uma mulher e a filha de dois anos até à Lagoa da Maraponga, no bairro Maraponga, em Fortaleza, é uma das primeiras ações que a Polícia Civil está realizando com o objetivo de desvendar a tragédia que ocorreu no último sábado (4), em Fortaleza. A vítima de 32 anos, que terá a identidade preservada, foi encontrada morta dentro da lagoa. A criança de dois anos, acabou resgatada ainda com vida pelos bombeiros, na manhã do mesmo dia, horas antes de acharem o corpo da mãe. 

Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), as investigações sobre o caso foram iniciadas no 32º Distrito Policial (Granja Lisboa) e um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte da mulher, “após um aparente suicídio.” A Secretaria da Segurança afirmou ainda que “as apurações acerca do fato seguem em andamento e mais pessoas deverão ser ouvidas no decorrer dos trabalhos policiais.”

Desaparecimentos, resgate e morte

Desaparecidas desde sexta-feira (3), conforme o pai da menina e marido da mulher, as duas haviam saído de casa ainda na manhã daquele dia. Preocupado, ele informou que decidiu, finalmente, buscar a ajuda das autoridades na madrugada de sábado. 

Logo pela manhã, às 9 horas, com as buscas já em andamento, um equipe do Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará (CBMCE), resgatou a menina após um morador da região e encontrar a criança boiando na lagoa. Completamente abalada, os agentes informaram que a criança falava “obrigado” repetidas vezes. O veículo da família foi encontrado às margens das águas.

Comovido com o resgate, o subtenente Francisco Souza, comandante da guarnição de mergulho do Corpo de Bombeiros, relatou o que sentiu ao atender a ocorrência. “Estávamos em margens diferentes. Ela estava em uma e, nós, estávamos em outra. Mas no momento em que um dos cabos se aproximou dela, para realizar o salvamento, ela nos agradeceu. Foi muito emocionante para toda a equipe.”  A criança foi encaminhada a um hospital particular, que não divulgou seu estado de saúde. 

Apesar do sucesso das buscas pela criança, horas depois, a Corporação encontrou a mãe, já morta. De acordo com o subtenente, a vítima estava usando um canguru, acessório semelhante a uma mochila, utilizado no tronco do corpo, para carregar crianças. “A gente continuou as buscas e, por volta das 17 horas, nós encontramos a mãe. Ela estava utilizando um suporte para o bebê.”

 


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