Mulher que levava vida de luxo e marido preso queriam ajuda de mais de R$ 10 mil da facção no Ceará

Sexta fase da Operação Gênesis cumpriu o total de 7 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão

Escrito por Redação,

Segurança
Montagem de fotos de Jéssica Andrade, presa em Salvador por suspeita de chefiar organização criminosa.
Legenda: Jéssica Andrade ostentava vida de luxo nas redes sociais.
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A mulher de 28 anos, presa na última quarta-feira (22), em Salvador, na Bahia, por suspeita de chefiar uma facção criminosa no Ceará, conversava com o marido pelo aparelho celular, mesmo ele estando preso. A jovem ostentava uma vida de luxo nas redes sociais, a partir de dinheiro conquistado com crimes, segundo a Polícia.

Jéssica Andrade da Silva foi um dos alvos da sexta fase da Operação Gênesis, que cumpriu o total de 7 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão, entre quarta e quinta-feira (23), em uma investigação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Ceará (MPCE), e pela Coordenadoria de Inteligência (Coin), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE).

As conversas foram obtidas durante a investigação, através de interceptação telefônica autorizada pela Justiça. Conforme documentos obtidos pelo Diário do Nordeste, em um diálogo realizado em 24 de abril de 2017 (há mais de 5 anos), Jéssica da Silva e o companheiro, Vicente Antônio de Freitas Filho, conhecido como 'Vicente Peru', revelam que esperam que a facção a qual pertencem - de origem carioca - os ajudem, já que o homem está preso.

Jéssica conta para o marido que falou com outro integrante da facção, que disse que a ajuda financeira era mensal, e não semanal. 'Vicente Peru' se irrita, diz que tem um membro da facção preso que recebe R$ 10 mil por mês e alega que ele já fez muito mais pelo grupo criminoso.

Depois, o casal procura outras formas de angariar dinheiro, como a venda de uma arma de fogo, uma cobrança a um comparsa que deve R$ 10 mil e um pedido de ajuda a um amigo. Jéssica entra em contato com outro homem para conseguir uma quantidade de skunk (tipo de maconha mais puro) para venda.

A chefia, após a prisão do companheiro

'Vicente Peru', um dos principais chefes da facção carioca no Ceará, foi preso em Goiás, em 2016. No ano seguinte, ele foi transferido para um presídio federal de segurança máxima. Segundo as investigações do Gaeco e da Coin, Jéssica Andrade da Silva assumiu a função do marido, que tinha atuação principalmente na região do bairro Jangurussu, em Fortaleza.

Nos anos seguintes, Jéssica passou a dar ordens diretas para a facção. E começou a levar uma vida luxuosa - com viagens, passeios de iates e helicóptero - que era ostentada nas redes sociais. Até ser presa na última quarta-feira (22). Ela deve ser recambiada para o Ceará nos próximos dias.

Os mandados de prisão e de busca e apreensão da sexta fase da Operação Gênesis foram cumpridos com o apoio da Coordenadoria de Planejamento Operacional (Copol), da SSPDS-CE; da Secretaria de Administração Penitenciária do Ceará (SAP-CE); da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA); e da Polícia Civil da Bahia (PC-BA).