Menina é morta após o estupro

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Caso revoltou a população da cidade de Jardim, no Cariri. Um adolescente e um adulto confessaram o crime

Jardim. Uma criança de três anos foi morta, na madrugada de ontem, neste Município (a 542Km de Fortaleza), por estupro e estrangulamento. Luana de Jesus Amorim Miranda, que em julho próximo iria completar quatro anos, desapareceu de um parque de diversões, próximo a sua casa, na sede municipal, por volta das 19 horas de segunda-feira e só foi encontrada na madrugada de ontem, já morta.

O desespero tomou conta dos moradores, que passaram a procurar a garotinha pela cidade. A criança foi vista ensangüentada entre as folhagens e com a boca cheia de capim, num matagal. Dois homens praticaram o crime.

Um adolescente de 17 anos, natural de Juazeiro do Norte, confessou o assassinato na manhã de ontem, em depoimento na 20ª Delegacia Regional de Polícia Civil, na cidade de Juazeiro do Norte. Ele disse ter praticado o crime juntamente com Genival Santos da Silva, 22, o ‘Alemão’, natural da cidade de Sirinhaém, no Estado de Pernambuco.

Há cerca de oito dias, os dois se encontravam na cidade de Jardim, onde montaram o parque de diversões. A população revoltada depredou o parque ao saber da confissão do adolescente à Polícia.

Suspeitos

A criança era filha da faxineira Maria Aparecida da Silva e do agricultor José João de Figueiredo, que até a manhã de ontem ainda não tinha informações do que havia acontecido com sua filha. Ele estava realizando um trabalho na cidade de Exu, no Interior de Pernambuco.

Pela manhã, o delegado-regional de Juazeiro do Norte, Marcos Antônio dos Santos, decidiu deter quatro suspeitos. Em seguida, mandou buscar as roupas que os acusados usavam no momento do assassinato. Estavam sujas de sangue.

A partir daí, o adolescente, em interrogatório, deu detalhes do crime. Ele disse que os dois tiveram a idéia de chamar Luana para colher laranjas nas proximidades do parque. O adolescente afirma que segurou a criança, enquanto ‘Alemão’ a estuprava. Para que ela não gritasse, entupiu a boca da criança com capim.

O delegado disse ter ficado chocado com o depoimento dos acusados. Pela manhã, o corpo de Luana foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), de Juazeiro do Norte e, por volta das 11 horas, foi liberado.

Na tarde de ontem, os dois acusados foram levados ao IML, para serem submetidos a vários exames, inclusive de DNA. O delegado disse ter ficado impressionado com o estado de dilaceração do corpo da criança, com várias perfurações internas e muitas mordidas pelo corpo. O clima era de dor, comoção e revolta dos moradores, amigos e da família, em Jardim. Houve ameaça de linchamento dos acusados.

GAROTA EXECUTADA
Itapipoca: investigado outro caso semelhante

Em Itapipoca (a 130Km de Fortaleza), a Polícia Civil investiga um crime semelhante ao ocorrido em Jardim. Uma garota de sete anos de idade, identificada como Maria Andressa Pires de Sousa, foi encontrada morta, no último sábado, horas após desaparecer. Ela caminhava com a mãe em direção a uma igreja, na noite de sexta-feira, quando as duas foram atacadas por um adolescente armado um pedaço de pau.

A mãe da menina, Lucibene Maria de Souza, 27, contou à Polícia que recebeu uma paulada na cabeça e desmaiou. Quando recobrou os sentidos, a filha tinha desaparecido. Logo, dezenas de pessoas, residentes na localidade de Arisco, na zona rural de Itapipoca, passaram a procurar a criança. Lucibene identificou o agressor, um adolescente filho de um primo da doméstica. Ainda na noite de sexta-feira, o adolescente foi detido e confessou ter assassinado a menina e jogado o corpo num riacho, mas negou tê-la violentado sexualmente.

Laudo

O delegado-regional de Polícia Civil de Itapipoca, Cladston Sousa Braga, contou ao Diário do Nordeste, por telefone, que as buscas ao corpo da criança se estenderam madrugada adentro e somente na manhã de sábado foi encontrado. Diante das suspeitas de que a menina foi estuprada, ele determinou que o corpo de Andressa fosse encaminhado ao Instituto Médico Legal da Capital. “Estou aguardando os laudos para saber se realmente ela (a vítima) foi estuprada. Os indícios dizem que sim, mas o adolescente nega”, afirma o delegado.

Elizângela Santos
Repórter

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