Membro da GDE que ordenava ataques no Cais do Porto é preso

Francisco Adriano de Sousa, o 'Sibite' era foragido da Justiça cearense. Segundo a Polícia Civil, o homem é investigado por participar da sequência de ofensivas contra o Estado ocorrida em janeiro deste ano

Legenda: Os ataques começaram no dia 2 de janeiro de 2019. Dezenas de veículos foram incendiados
Foto: FOTO: JOSÉ LEOMAR

Um líder local da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE) foi preso em operação da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. O cearense Francisco Adriano de Sousa, de 34 anos, conhecido como 'Sibite', foi localizado no último dia 30 de maio depois de passar mais de um ano foragido.

Francisco Adriano é apontado pelas autoridades como chefe do tráfico de drogas no bairro Cais do Porto, em Fortaleza e estava morando na casa do sogro desde fevereiro de 2019, em posse de documentos falsos. Na extensa ficha criminal de 'Sibite' há ainda que ele já responde por 11 procedimentos policiais por tráfico e associação para o tráfico de drogas, tortura, homicídios, tentativa de homicídio, roubo e porte ilegal de arma de fogo.

Outro crime pelo qual Francisco é investigado é a participação dos ataques a prédios públicos e policiais em janeiro deste ano. A sequência de ofensivas contra o Estado teve início no dia 2 de janeiro de 2019 e fez com que homens da Força Nacional precisassem vir ao Ceará para intervir na Segurança Pública.

A Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD) começou a investigação contra Francisco Adriano ainda no início deste ano. No último mês de janeiro, um homem identificado como Luis Fernando Estevam da Silva foi preso no bairro Cais do Porto. Conforme inquérito aberta contra Estevam, ele planejava participar dos ataques e disse que em breve compraria material no posto de combustíveis para cometer os crimes.

Ainda em seu depoimento, Luis Fernando também teria dito que quem comanda a GDE na área do Cais do Porto é Francisco Adriano. A informação foi reiterada quando dias após a prisão de Estevam, a Polícia Civil pode acessar as informações do celular do preso e apurou que 'Sibite' estava vinculado a um grupo de Whatsapp chamado "Tropa do SBT", do qual o capturado também participava. Os autos apontam que a sigla SBT era utilizava para referenciar 'Sibite', que dava ordens de quais crimes deviam acontecer no Cais do Porto.

Fugas

O titular da DCTD, delegado Pedro Viana, destacou que Sousa tinha contra ele três mandados de prisão em aberto e era foragido do Sistema Penitenciário do Ceará. Em 2014, Francisco Adriano foi solto por engano e saiu pela porta da frente da cadeia. Uma oficial de Justiça foi até a Cadeia Pública de Iguatu com alvará de soltura para um homem com nome similar ao de 'Sibite'. O preso aproveitou a ocasião e se passou pelo detento beneficiado.

Naquele mesmo ano ele foi recapturado e voltou à prisão. Em dezembro de 2017, Francisco conseguiu o benefício da saída temporária por meio do uso da tornozeleira eletrônica. Desde então ele rompeu o equipamento e voltou a estar na condição de foragido da Justiça.


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