Mais de 130 suspeitos são presos por envolvimento em queima de fogos generalizada em Fortaleza

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará deflagrou uma nova operação, nesta sexta-feira (19), no bairro Jangurussu

Escrito por
Matheus Facundo e Bergson Araujo Costa producaodiario@svm.com.br
Secretário Roberto Sá.
Legenda: Durante coletiva, o secretário da SSPDS foi questionado sobre a operação, se ela teria ligação com o surgimento de novas organizações criminosas no estado.
Foto: Kid junior / SVM.

Mais de 130 membros de facções criminosas foram presos por promoverem uma queima de fogos em vários bairros de Fortaleza e outras cidades do Ceará, nos últimos dias, para "comemorar” a tomada de pontos de venda de drogas "vitais” para a organização.

O número foi atualizado nesta sexta-feira (19) pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS), que deflagrou uma nova operação, dessa vez, no bairro Jangurussu. 

“No estado vai empregar mais de 700 homens, extraordinariamente, na capital mais de 500, exatamente para reforçar o patrulhamento nas áreas em que nossas análises apontam como as áreas que são mais necessárias de ter um policiamento reforçado. A Polícia Militar, a Polícia Civil, a Secretaria de Administração Penitenciária, irão estar fazendo esse trabalho de maior ostensividade”, informou o secretário da pasta, Roberto Sá, em coletiva de imprensa.

O gestor da pasta, ainda em conversa com jornalistas nessa noite, falou sobre as prisões deflagradas após as ações criminosas, que iniciaram na última segunda-feira (15). 

“Mais de 130 prisões somente voltadas a essas ações de segunda e terça-feira. De janeiro a agosto, é importante ressaltar, que exatamente nessa sequência de dar cumprimento a essa determinação do governo, de nós atuarmos implacavelmente contra essas organizações, o Estado já efetuou a prisão de 1715 membros de organização criminosa”, complementou Roberto Sá.

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MONITORAMENTO DE NOVAS FACÇÕES

Agentes de segurança armados e enfileirados durante operação.
Legenda: Inúmeros bairros de Fortaleza registraram a soltura de fogos por muitos minutos. A ação gerou curiosidade e temor por parte da população.
Foto: Kid Junior / SVM.

Durante a coletiva, o secretário foi questionado sobre a operação, se ela teria ligação com o surgimento de novas organizações criminosas no estado e se a SSPDS monitora essas movimentações.

“Nossas equipes de inteligência dialogam muito. Nós temos um sistema de inteligência no Estado que dialoga com o Brasil e já vem monitorando todas essas movimentações, tanto de conflito entre eles como novas alianças que às vezes duram, outras vezes não duram. Mas tudo isso é monitorado pelas nossas inteligências e abastece nossas ações ostensivas e investigativas”, afirmou Roberto.

O gestor complementou: “Independentemente de nome e bandeira, são criminosos, criminosos nocivos da sociedade e que vamos continuar com a firme determinação e orientação do governador, reestruturando as forças, investindo no homem, na mulher, nos nossos servidores, indo para cima desses criminosos para identificá-los e prendê-los, que é o dever da nossa segurança pública”.

RELEMBRE ATOS

Membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV) promoveram uma queima de fogos em vários bairros de Fortaleza, na última segunda-feira (15), para "comemorar” a tomada de pontos de venda de drogas "vitais” para a organização.

A reportagem do Diário do Nordeste apurou com fontes da Polícia Militar do Ceará (PMCE), do Ministério Público do Ceará (MPCE) e da Polícia Civil do Ceará (PCCE), que um desses pontos foi o Lagamar, reduto há mais de 10 anos da facção rival, Guardiões do Estado (GDE). Os demais são: Pio XII, Piedade, Castelo Encantado e comunidades do Vicente Pinzon.

Uma fonte revelou que na área do Lagamar, por exemplo, não houve confronto e nenhuma troca de tiro entre as facções rivais entre o domingo e segunda. "Simplesmente, amanheceu tudo pichado com as siglas do CV. Vermelhou geral. Não houve confronto. Uma das principais lideranças da GDE fugiu e abandonou tudo", revelou.

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