Líder de facção criminosa é preso no Maranhão e transferido para o Ceará

'Geleia' tinha três mandados de prisão em aberto no Ceará e foi preso por tentar roubar um veículo, com um simulacro de arma de fogo, no outro Estado

Bens públicos e privados foram alvos de ataques criminosos no Ceará, em setembro de 2019
Legenda: Bens públicos e privados foram alvos de ataques criminosos no Ceará, em setembro de 2019
Foto: Isaac Macedo

O último líder de uma facção criminosa cearense que estava solto foi preso em São Luiz, no Maranhão. Francinélio Oliveira Silva, o 'Geleia', de 45 anos, foi transferido para o sistema penitenciário cearense na noite da última quarta-feira (20), em uma operação sigilosa.

O titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil do Ceará (PCCE) delegado Harley Filho, afirma que 'Geleia' foi preso por uma tentativa de roubo a um veículo, na posse de um simulacro de arma de fogo, em 31 de outubro de 2020. Mas a Polícia do Maranhão não localizou que ele tinha três mandados de prisão em aberto no Ceará.

Segundo Harley, o suspeito disse que tentou roubar porque "estava passando fome", em razão de ter se desvinculado da facção. "Porque se eu continuasse tendo algum contato com a facção do Ceará, eu sabia que seria localizado e preso", afirmou o preso ao delegado.

Dentre os mandados de prisão em aberto, dois eram pelo crime de organização criminosa e outro por romper a tornozeleira eletrônica, em setembro do ano passado. 'Geleia' também respondia a um roubo a banco no Município de Tutóia, no Maranhão, ocorrrido em outubro de 2019.

Ainda de acordo com o delegado, 'Geleia' é um dos mandantes dos ataques criminosos a bens públicos e privados, registrados no Ceará em setembro de 2019. Ele também responde aos crimes de roubo, roubo com restrição de liberdade da vítima e dano.

Bens públicos e privados foram alvos de ataques criminosos no Ceará, em setembro de 2019
Legenda: Bens públicos e privados foram alvos de ataques criminosos no Ceará, em setembro de 2019
Foto: Isaac Macedo

Chefia da organização criminosa

'Geleia' teria agido, nos ataques de setembro de 2019, junto de outras duas lideranças da facção cearense, que também já foram presas: Ednal Braz da Silva, o 'Siciliano', 46, e Francisco Marcilieudo Mesquita da Silva, o 'Dão', 38.

Conforme as investigações policiais, 'Geleia' estaria à frente de dois planos criminosos ousados da organização criminosa: o resgate de detentos de um presídio, passando-se por policiais federais, e uma explosão na Arena Castelão durante um show de forró.

"Esse alvo era o último líder de uma facção oriunda do Estado do Ceará que faltava ser preso. Toda a gênesis desse grupo criminoso está devidamente encarcerado. Sabemos que, para que haja uma tentativa de continuidade do grupo criminoso, algumas pessoas pensarão em acender dentro dessa estrutura, mas o trabalho da Polícia Civil é no sentido de identificar e retirar do seio da sociedade essas pessoas", afirma Harley Filho.

"Essa ação da Draco é mais uma ação de acordo com as diretrizes da Polícia Civil, no sentido de sufocar o crime organizado, principalmente monitorando as pessoas de alta hierarquia, que têm algum tipo de liderança, que têm envolvimento mais forte nessas organizações criminosas", reforça o diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil, delegado Márcio Gutierrez.

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