Justiça Federal mantém mandante de assassinato de 'Gegê' e "Paca' em presídio federal no Paraná

Acusado de mandar matar 'Gegê do Mangue' e 'Paca' no Ceará teve recurso contra inclusão em presídio federal negado por magistrado

'Gegê do Mangue' e 'Paca' foram mortos há quase três anos, em 15 de fevereiro de 2018, em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF)
Legenda: 'Gegê do Mangue' e 'Paca' foram mortos há quase três anos, em 15 de fevereiro de 2018, em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF)
Foto: Reprodução

A Justiça Federal recusou recurso feito pela defesa de Gilberto Aparecido dos Santos, o 'Fuminho', contra a decisão judicial da sua inclusão emergencial em um Presídio Federal de Segurança Máxima. Ele é apontado pela Polícia como líder de uma facção criminosa paulista e mandante dos assassinatos de Rogério Jeremias de Simone, o 'Gegê do Mangue', e Fabiano Alves de Souza, o 'Paca', em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), em 15 de fevereiro de 2018.

'Fuminho' foi preso em Moçambique, na África, em uma operação conjunta da Polícia Federal (PF), do Itamaraty, da Drug Enforcement Administration (DEA) - Departamento de Justiça dos Estados Unidos - e do Departamento de Polícia de Moçambique, no dia 13 de abril de 2020. Ao chegar ao Brasil, seis dias depois, ele logo foi levado ao Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná, onde permanece.

A Seção de Execução Penal de Catanduvas (SEPCAT), da Justiça Federal no Paraná, recusou o embargo de declaração, no dia 14 de dezembro do ano passado, mas a decisão foi enviada à Justiça Estadual do Ceará - onde ele responde pelo duplo homicídio - somente no último dia 12 de janeiro.

Legenda: Conforme as investigações, 'Fuminho' foi o mandante das mortes de 'Gegê' e 'Paca', em fevereiro de 2018, em Aquiraz
Foto: Arquivo

No embargo, protocolado no dia 12 de novembro de 2020, a defesa de 'Fuminho' alegava que a decisão emergencial era "omissa", pois não constava o nome dos magistrados que proferiram a decisão e não teriam sido respeitados os prazos de manifestação do Ministério Público e da própria defesa do réu.

Na última decisão, a SEPCAT afirma que a ausência do nome dos magistrados na decisão anterior "não pode ser considerada omissão" e é procedimento previsto pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4); e que "inexiste previsão de intimações sucessivas para o Ministério Público e a defesa".

Procurado

Antes de ser preso, 'Fuminho' era considerado o criminoso mais procurado do Brasil, por comandar um esquema de tráfico internacional de drogas que envolvia a América do Sul e a África e até países de outros continentes e por mandar matar 'Gegê' e 'Paca'.

A motivação do assassinato da dupla seria a insatisfação do grupo criminoso com a vida luxuosa que os homens levavam no Ceará, com suspeita de desvio de recursos da facção criminosa. O nome de 'Fuminho' foi encontrado em um bilhete, trocado entre presos, em um presídio de São Paulo. Além dele, outros quatro suspeitos de participar do duplo homicídio já foram presos e cinco seguem foragidos.

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