Júri de professora acusada de matar esposo envenenado é adiado devido à pandemia; ré alega inocência

Não há data certa para o julgamento acontecer. Priscila tem expectativa de provar sua inocência no júri

O julgamento da professora Priscila Martins Vieira foi adiado. O júri estava marcado para acontecer nesta quinta-feira (25), de forma híbrida - presencial e virtual, e foi cancelado devido à pandemia. A mulher é acusada de homicídio triplamente qualificado contra o esposo, crime ocorrido em 2010.

Na decisão proferida na 1ª Vara do Júri, nessa segunda-feira (22), consta que o júri foi suspenso devido ao "recrudescimento da pandemia relacionada à Covid-19". Todas as atividades presenciais nas unidades judiciais e administrativas, de primeiro e segundo graus, vinculadas ao Poder Judiciário do Estado do Ceará estão suspensas até o próximo dia 28 de fevereiro. Ainda não há nova data definida para o julgamento.

Ao Sistema Verdes Mares, Priscila negou qualquer envolvimento na morte do esposo Eduardo Alexandre da Silva. A professora diz que há 10 anos luta pela sua inocência e acredita que quando o júri acontecer irá conseguir provar que não cometeu o crime.

"Não há nada provado contra mim. Meu nome circula de forma injusta. Fico triste e me sinto injustiçada. Eu clamo por Justiça também. Eu vivi com o Eduardo em um relacionamento de quase seis anos. A família dele simplesmente me acusou de uma coisa com base no achismo deles. Eu perdi meu companheiro e a minha filha perdeu o pai. São 10 anos de dias terríveis que eu venho passando. Eu não matei ele e tenho certeza que irei provar a minha inocência", afirmou Priscila.

Denúncia

Conforme o relatório final da Polícia Civil do Ceará (PCCE), a ré teria envenenado a vítima. Consta no inquérito que a professora teria dito à irmã da vítima que ela teria cometido o crime. A irmã foi ao hospital onde Eduardo era atendido e encontrou a cunhada no corredor, andando de um lado para o outro e aparentando nervosismo. Quando a irmã pediu que Priscila se acalmasse, ela teria dito: "Laurinha, eu matei o Eduardo. Eu matei o teu irmão".

Na denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) consta que o casal vivia maritalmente havia quatro anos e o relacionamento era conturbado por brigas e discussões violentas, normalmente relativas a ciúmes por parte da acusada. Ainda segundo o órgão acusatório, o casal morava na mesma casa, mas eles dormiam em quartos diferentes desde que Priscila descobriu que Eduardo se relacionava com outra mulher.

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