Idosa de 83 anos mantida em cárcere privado pelo filho passou mais de um ano sem sair de casa

A idosa e filhas, outras duas mulheres adultas, sendo uma com deficiência mental e outra com deficiência física, foram libertadas nesta quarta-feira (20). Suspeito foi preso

A idosa de 83 anos que era mantida em cárcere privado junto com duas filhas passou mais de um ano sem poder sair de casa na cidade de Boa Viagem, segundo a Polícia Civil. A idosa e filhas, outras duas mulheres adultas, sendo uma com deficiência mental e outra com deficiência física, foram libertadas nesta quarta-feira (20). O filho e irmão das vítimas foi preso e autuado em flagrante. (Veja no vídeo acima)

As investigações policiais foram iniciadas após denúncias feitas por outra filha da vítima que não residia na propriedade. Ela afirmou que o irmão proibia a mãe e as irmãs de saírem de casa, mantendo a casa trancada e levando as chaves consigo sempre que deixava o local.

Após a denúncia, os policiais civis constataram que os outros familiares das vítimas e vizinhos só tinham acesso a elas através de um buraco que uma das vítimas fez na parede que dá acesso ao quintal da casa.

Legenda: Agentes também acharam uma geladeira com poucos alimentos e em más condições de higiene no local.
Foto: divulgação/SSPDS

Investigação

Os policiais civis verificaram que as vítimas moravam em condições subumanas, com a casa bastante suja, com lixo acumulado e sem qualquer higiene. 

A delegada Mariana Simões, titular da Delegacia Municipal de Boa Viagem e responsável pelas investigações, explicou que, durante as diligências, além de ter ficado constatado o crime de cárcere privado, a Polícia Civil identificou o crime de abandono material.

O homem de 41 anos, que não possuía antecedentes criminais, foi preso em flagrante e autuado por cárcere privado e abandono material. Ele foi conduzido a uma unidade do sistema penitenciário, onde ficará à disposição da Justiça. Já as vítimas, estão sob os cuidados de outros familiares. 

Tanto o Conselho Tutelar quanto o Centro de Referência de Assistência Social (Creas) foram informados do caso para devido acompanhamento.

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