Executor preso diz que todos os crimes que cometeu foram ordenados por nº 1 de facção em Caucaia

De acordo com Walisson César Marinho Borges, o “Guabiru”, investigado por pelo menos oito homicídios, chamava de 'Paizão' o cabeça da organização criminosa, conhecido como "Mago"

Legenda: Durante a prisão de Guabiru, a Polícia Civil apreendeu uma pistola de origem austríaca avaliada em cerca de R$ 10 mil
Foto: Divulgação/Polícia Civil

Suspeito de cometer homicídios para facção de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, Walisson César Marinho Borges, 24, o “Guabiru”, afirmou em interrogatório à Polícia Civil que todos os delitos praticados por ele foram ordenados pelo chefe da organização criminosa.

Walisson foi preso em flagrante na última sexta-feira (10) e tem pelo menos nove passagens pela polícia, sendo oito delas por homicídios. Já o número 1 da facção, Francisco Cilas de Moura Araújo, de 44 anos, o “Mago”, foi preso em um apartamento no Piauí, na quarta-feira (8).

"O Guabiru é como se fosse um dos principais executores da organização criminosa comandada pelo Cilas. Até em conversa em interrogátorio ele chama o Cilas de paizão. Ele obededece às determinações do Cilas. Ele falou inclusive que os crimes praticados por ele foram todos em nome do Cilas", detalhou o delegado adjunto da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Rodrigo Jatahy, durante coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (13), na sede da DHPP.

De acordo com o delegado, Guabiru foi preso pela Polícia Militar em 2019, mas foi mantido por pouco tempo no presídio. Logo após ser liberado, voltou a cometer crimes em Caucaia. "Ele atuava no município de Caucaia, mais precisamente nos bairros Jandaiguaba, Capuã e Itambé II. Muitos homicídios naquela área ele foi executor", aponta Jatahy.  

Suspeito usava pistola austríaca avaliada em cerca de R$ 10 mil

Durante a prisão de Walisson, viabilizada após diligências na comunidade Lagoa do Barro, policiais civis dos departamentos de Homicídios e Proteção à Pessoa, de Inteligência Policial (DIP) e de Polícia Judiciária Metropolitana (DPJM) encontraram com ele drogas, outros objetos e ainda uma pistola austríaca glock, com valor estimado em cerca de R$ 10 mil. Ele ainda tentou fugir levando a arma, mas foi capturado. 

"O Guabiru é conhecido da polícia. No momento da fuga, ele se evadiu na posse de uma pistola glock, calibre 40 municiada, mas o cerco foi bem feito e ele foi contido. Essa arma é considerada uma das melhores do mercado".  

Além dos homicídios, Walisson deve responder na Justiça pelos crimes de porte ilegal de arma, de tráfico de drogas e por integrar facção criminosa.