'Estamos desesperados', diz mãe de jovem levado por homens que se passavam por policiais, na RMF

Suspeitos estariam fortemente armados, conforme relato da mãe da vítima. O jovem respondia por tráfico de drogas e teria participado de um assalto. A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) investiga o caso que aconteceu em Maracanaú

A última informação sobre o filho foi dele sendo levado, na última terça-feira (12), em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), por homens que estariam se passando por policiais. Desde então, a mãe do jovem de 19 anos, identificado como Guilherme Douglas Pereira de Almeida, sofre com a angústia de não saber o paradeiro dele: 'Estamos desesperados'.

De acordo com a mãe do jovem, que preferiu não se identificar, o filho foi visto pela última vez sendo abordado por homens fortemente armados que se diziam policiais, no Bairro Pajuçara. Os suspeitos, que estavam em um veículo modelo Toyota Hilux, cor preta, teriam dado voz de prisão ao jovem e o colocado dentro do automóvel.

"Colocaram ele dentro do carro e pronto. De lá para cá, fizemos buscas, fomos nas delegacias, nos hospitais, fomos no Instituto Médico Legal (IML) e nada dele", afirmou a mãe.

Ela afirma ainda que chegou a procurar as autoridades para saber informações sobre o rastreamento do filho, que usava uma tornozeleira eletrônica após ter sido preso por tráfico de drogas.

"Fomos no Centro de Monitoramento e o rapaz disse que a pulseira dele estava descarregada. E na mesma hora, o pai dele ligou para o celular dele e já deu desligado. Estamos na busca, desesperados".

Ela não acredita que policiais tenham levado o jovem, já que ele deveria ter dado entrada em alguma delegacia.

Participação em assalto

A família afirmou ainda que ele participou de um assalto a um carro um dia antes de ter desaparecido. A mãe de Guilherme conta que chegou a ver imagens dele participando da ação criminosa.

"Eu vi no YouTube que ele realmente estava, ele que abordou o carro. Se ele tiver feito esse erro, que ele viesse pagar pela Justiça, porque se ele estivesse preso, a gente agradecia, pois estaria preso e a polícia mesmo teria botado a mão nele. Mas não. Eu não sei nem quem foi", afirma.

Ela conta ainda que outros participantes do crime teriam sido presos. "Os comparsas dele foram presos. E eu perguntei a um deles, que disse que ele 'não estava com nós'. Eu falei com o policial e ele disse que não constava o nome dele lá. Eu não sei mais o que fazer".

Investigação e Denúncias

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) afirmou que o 29º Distrito Policial (Maracanaú) investiga o caso e que as  "diligências estão em andamento visando localizar o homem".

A Secretaria informou ainda que a população pode colaborar com a Polícia por meio do número (85) 3101-2946, do 29º DP. Conforme o Órgão, não há a necessidade de se identificar e o sigilo da fonte é garantido.

Informações sobre o paradeiro do jovem também podem ser enviadas para os seguintes números: (85) 99654-1066 e (85) 98618-1143.

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