" É o nosso milagre", afirma uma das vítimas do acidente na Osório de Paiva

Daniela Felix foi uma das vítimas do acidente envolvendo um caminhão na Osório de Paiva. Após um ano, a mulher agradece pela vida do filho

Escrito por Redação,

Segurança
Legenda: Daniele com o esposo, o Alexandre de Jesus e filho Isaac Felix
Foto: Rafaela Duarte

"O carro tava sendo arrastado, foi muito rápido, quando dei por mim, o carro estava virado", lembra  Daniela Felix, uma dos trezes feridos envolvidos em um o acidente envolvendo um caminhão e vários veículos na Avenida Osório de Paiva há um ano. A ação deixou duas pessoas mortas,  a mulher que estava grávida na época teve apenas arranhões e nada aconteceu com o filho, que hoje tem oito meses de vida. "A gente sempre agradece a Deus, todo dia, a gente agradece pela oportunidade, pelo Isaac (o filho), que tá aqui, que tá saudável [...] é o nosso milagre".

O motorista responsável pelo incidente, Fabiano Queiroz da Silva, foi denunciado pelo Ministério Público por 30 crimes, entre eles dois homicídios dolosos (quando há intenção de matar), oito tentativas de homicídio e 20 danos no dia 19 de julho deste ano.


Na noite do dia 30 de julho de 2018, Débora da Silva Pinheiro, 38, e José Francisco Viana Lopes, 63, morreram no local após o motorista Fabiano Queiroz perder o controle do caminhão que dirigia e colidir com veículos e atropelar pedestres, no Bairro Bonsucesso.

Denúncia 

Fabiano Queiroz foi preso na noite do acidente, quando perdeu o controle do caminhão que dirigia, colidiu com veículos e atropelou pedestres. O homem sofreu tentativa de linchamento por populares, mas policiais chegaram ao local e evitaram a ação. Ele foi levado ao Instituto Dr. José Frota (IJF) e depois levado ao 10º Distrito Policial (Antônio Bezerra), para prestar depoimento.

Conforme a denúncia do Ministério Público, Fabiano da Silva trabalhava como motorista para uma empresa de eventos e estava no Bairro Pitombeira, em Caucaia, aguardando o desmonte de uma estrutura de um show musical para conduzir os equipamentos à capital cearense, na tarde daquele dia. Enquanto esperava, o profissional ingeria bebida alcoólica. No fim da tarde, Fabiano e um colega se deslocaram para Fortaleza.

A 1ª Vara do Júri já havia recebido a denúncia inicial do MPCE, em 4 de setembro do ano passado, o que transformou Fabiano da Silva em réu. O processo estava na fase dos memoriais finais, próximo de conhecer a data de julgamento. Entretanto, o promotor Marcus Renan enxergou a necessidade de complementar a acusação, após receber novos laudos da Perícia Forense do Ceará (Pefoce).

O advogado Paulo Sérgio Ripardo, responsável pela defesa do preso, nega que o cliente estivesse embriagado. Para ele, o motorista não deveria responder por homicídio doloso. "O laudo foi inconclusivo para alcoolemia. Não há provas no processo que concluem que ele estava embriagado, isso se deu apenas por depoimentos de testemunhas.
 

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