Dupla é condenada na Justiça Federal do Ceará por tráfico internacional de drogas

A investigação apontou que a cocaína foi adquirida na fronteira do Brasil com a Bolívia. O flagrante aconteceu em julho de 2018, na Praia de Iracema

tráfico de drogas
Legenda: A decisão em primeira instância é da juíza Heloísa Silva de Melo, da 11ª Vara da Justiça Federal. no Ceará

Dois homens foram condenados na 11ª Vara da Justiça Federal do Ceará pelo crime de tráfico internacional de drogas. Luciano Lopes de Almeida foi condenado a 17 anos e quatro meses de prisão, e Jesus Hélio Carvalho a 16 anos e oito meses de prisão. A decisão em primeira instância é da juíza Heloísa Silva de Melo.

Consta nos autos que no dia 26 de julho de 2018, policiais federais realizaram flagrante da dupla em posse de cocaína, em Fortaleza. A investigação apontou que a droga foi adquirida na fronteira da Bolívia com o Brasil, negociada diretamente com um boliviano.

As autoridades concluíram em inquérito policial que há indícios de Jesus Hélio operar pessoalmente no tráfico internacional, adquirindo cocaína na Bolívia, "passando por sua internalização no Brasil e pela posterior utilização do serviço de remessas postais internacionais dos Correios para enviar a droga para outros países, dentre os quais China e Cabo Verde". Luciano seria comparsa com conhecimento de toda a operação.

A Justiça observou que a transnacionalidade do delito inclui ainda o fato de a Polícia Federal ter reportado que após análise dos dados extraídos dos celulares apreendidos ficou constatada "que quase a totalidade dos contatos da agenda de um dos telefones de Jesus Hélio é de números de fora do país".

Flagrante

No dia do flagrante, os policiais verificaram que Hélio, anteriormente já preso por tráfico internacional de drogas, estava hospedado em um hotel na Praia de Iracema. Os agentes vigiaram o local e viram o suspeito saindo do estabelecimento em um veículo modelo L200.

Os policiais seguiram o automóvel até o Mercado São Sebastião e também se depararam com Luciano Lopes, outro que já tinha sido preso pelo mesmo crime. A dupla retornou ao hotel e quando foi abordada pelos agentes houve tentativa de fuga por parte de Luciano.

Segundo a investigação, no quarto de Hélio foi verificada a existência de uma bolsa preta exalando odor característico de cocaína, "em que constataram mantas impregnadas com a droga. As buscas realizadas no veículo revelaram mais dois pacotes em formato de palmilha contendo cocaína".

Hélio teria dito aos policiais que pagou  US$ 2.500 pela droga. Já Luciano Lopes de Almeida chegou a negar envolvimento com o tráfico, mas teve sua participação confirmada ao longo da investigação. A reportagem tentou entrar em contato com os advogados dos condenados, e as ligações não foram atendidas.

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