Dois novos suspeitos de agredir travesti são presos no bairro Barra do Ceará

Vítima foi cercada por um grupo de quatro adultos e quatro adolescentes e espancada nas ruas no bairro Vila Velha em novembro do ano passado

Mais dois suspeitos de participação nas agressões de uma travesti de 17 anos, em novembro de 2019, no bairro Vila Velha, em Fortaleza, foram presos nesta sexta-feira (17). As prisões aconteceram no bairro Barra do Ceará. Um dos suspeitos tentou fugir da abordagem subindo em uma geladeira para ter acesso ao teto do imóvel, mas foi contido pela equipe policial

Uma mulher e dois adolescentes já haviam sido capturados por suspeita de participação no crime. Ao todo, quatro adultos e quatro adolescentes foram identificados.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Kevin de Oliveira da Silva, de 19 anos, já estava recolhido e teve sua prisão temporária, por crime de tortura e corrupção de menores, convertida em preventiva após investigações da Polícia Civil. O outro capturado foi identificado como Robert Wanderson Araújo Bezerra, de 27 anos, com passagens por roubo. 

O crime

As agressões aconteceram no dia 29 de novembro na Rua Adolfo Sales. De acordo com a polícia, a travesti foi agredida a socos e pauladas enquanto uma mulher identificada como Ana Vitória da Silva Guimarães, de 20 anos, filmava toda a ação criminosa. Ela foi presa no dia 13 de novembro de 2019 e indiciada pelo crime de tortura.

No vídeo compartilhado em redes sociais, a travesti é agredida, inicialmente, por um grupo de quatro pessoas, todos homens, enquanto duas mulheres assistem e gravam a ação, incentivando os golpes. “Não deixa correr, não! Derruba esse viado!”, dizem. 

Mulher foragida

Uma mulher identificada como Joelma Moura de Lima Feitosa, de 47 anos, é procurada pela Polícia Civil por suspeita de ter ameaçado de morte a família da vítima e ter exigido qua a travesti gravasse um vídeo explicando que as agressões teriam acontecido por outra razão, evitando, assim, que ela fosse apresentada às autoridades policiais. 

Ainda segundo os levantamentos da polícia, a suspeita chegou a pagar R$ 100 para cada um dos que participaram das agressões como forma de recompensa pelo crime. A motivação para o crime seria a disputa pelos pontos de prostituição.

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