CGD mantém demissões de PMs que participavam de esquema criminoso no 17º Batalhão

O trio entrou com recursos. Para a Controladoria, os sindicados efetivamente participaram do esquema que burlava ordens

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Legenda: A decisão após os recursos foi publicada na edição deste 1º de março de 2021, no Diário Oficial do Ceará
Foto: Kiko Silva

A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) decidiu manter as demissões dos policiais militares Tadeu Erlano dos Santos, José Evandro dos Santos e Francisco Evanildo Carneiro da Silva. Os PMs haviam entrado com recurso da decisão publicada em portaria em novembro do ano passado.

Nesta segunda-feira (1º), a CGD publicou no Diário Oficial do Ceará que a revisão administrativa decidiu não admitir o recurso, negando o provimento. De acordo com a publicação, o trio participou ativamente no esquema de compra e venda de folgas e colocação em escalas de serviço junto ao 17º Batalhão de Policiamento Militar.

"Analisando os recursos interpostos não houve arguição de questão preliminar. Restou incontroverso que os sindicados efetivamente praticaram os fatos descritos na portaria inaugural, montando um esquema que burlava as ordens e controles do comando do 17º Batalhão de Polícia Militar, situado no Conjunto Ceará, onde mediante artifícios e brechas nos procedimentos realizavam escalas direcionadas, gerando folgas em momentos escolhidos de forma a realizar ganho financeiros aos envolvidos", disse a CGD.

O esquema criminoso foi descoberto ao longo da Operação Gênesis, II, do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Ceará (MPCE). O nome de um quarto policial militar foi apontado por envolvimento no esquema, mas ele foi absolvido.

Interceptações telefônicas, autorizadas pela Justiça Estadual, flagraram as conversas, que buscavam trocas de benefícios na escala do serviço público. As interceptações registraram conversas suspeitas nos anos de 2016 e 2017.

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