Caso Gegê e Paca: Cinco testemunhas de acusação são ouvidas pela Justiça em Aquiraz

Nove pessoas foram intimadas, mas quatro não compareceram; outras três audiências vão ocorrer durante setembro

Legenda: Dez pessoas foram denunciadas pelas mortes dos líderes do PCC, 'Gegê do Mangue' e 'Paca'
Foto: Fotos: Reprodução

A Justiça ouviu cinco testemunhas de acusação do caso Gegê e Paca nesta quarta-feira (11), na primeira audiência de instrução criminal do processo, que começou por volta das 11h no Fórum de Aquiraz. Nove pessoas foram intimadas para depor, mas quatro não compareceram.  

Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, foram mortos em fevereiro de 2018 em uma região de reserva indígena em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza. Os dois eram chefes de uma facção que comanda o crime organizado dentro e fora dos presídios. Três acusados do crime foram presos e sete continuam soltos. 

Carlenilto Pereira Maltas, o 'Ceará'; Felipe Ramos Morais, o piloto que levou os executores até onde as vítimas estavam; e Jefte Ferreira Santos estão presos pelos crimes e também participaram da audiência, por meio de videoconferência. Eles estão, respectivamente, em penitenciárias em Brasília, Mato Grosso do Sul e Itaitinga. 

Os três serão ouvidos em outras três audiências marcadas para os próximos dias 13, 20 e 24 de setembro deste ano. 

Participam da audiência nesta quarta o colegiado de juízes, 11 advogados dos réus do processo, um defensor público e três representantes do Ministério Público. 

Em julho último, a 1ª Vara de Aquiraz determinou que os interrogatórios dos réus e as oitivas de testemunhas que morem em outras cidades sejam realizados pelo sistema de videoconferência. 

O crime

'Gegê' e 'Paca' foram executados a tiros na localidade de Lagoa Encantada, em Aquiraz, no dia 15 de fevereiro de 2018. De acordo com a investigação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil, o duplo homicídio foi fruto de uma emboscada do PCC, planejada por 'Fuminho' e 'Cabelo Duro', por insatisfação com a vida de luxo que as vítimas levavam no Ceará.

Wagner Ferreira da Silva, conhecido como 'Cabelo Duro', era líder do PCC na Baixada Santista, e foi assassinado no Estado de São Paulo dias após os homicídios ocorridos no Ceará, na porta de um hotel.

Gilberto Aparecido dos Santos, o 'Fuminho', está foragido.


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