Advogado suspeito de matar empresária tentou orientar depoimento, diz empregada à polícia

Jamile de Oliveira Coelho morreu dia 31 de agosto. O advogado era namorado de Jamile

Legenda: A empresária foi baleada na noite do dia 29 de agosto deste ano e levada pelo advogado ao Instituto Doutor José Frota (IJF) no início da madrugada do dia 30 de agosto
Foto: Arquivo Pessoal

O principal suspeito de ter matado a empresária Jamile de Oliveira Coelho, o advogado Aldemir Pessoa Júnior, tentou interferir nas investigações ao orientar o depoimento da empregada doméstica que trabalhava no apartamento da empresária, de acordo com o relato da profissional à polícia. Ela prestou depoimento no 2º Distrito Policial na semana seguinte à morte de Jamile. A empresária foi baleada na noite do dia 29 de agosto deste ano e levada pelo advogado ao Instituto Doutor José Frota (IJF), no início da madrugada do dia 30 de agosto, onde veio a morrer na manhã do dia 31. O advogado era namorado de Jamile.

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O caso, inicialmente, foi considerado suícídio e só com o desenrolar das investigações, a polícia passou a considerar a hipótese de feminicídio. 

Depoimento

De acordo com o depoimento da funcionária, ela chegou para trabalhar no dia seguinte ao ocorrido e estranhou a ausência da empresária. Ela teria perguntado ao adolescente onde Jamile estava e ele disse que mãe havia ido ao hospital. No dia 31, Aldemir disse, então, que ela havia cometido suicídio. O filho, um adolescente de 14 anos, só chorava e, segundo ela, não fez nenhum comentário. 

Segundo a titular do 2º DP, delegada Socorro Portela, como a empregada estava muito nervosa, ela desconfiou de que estava escondendo alguma informação sobre o caso. Ao ser questiona, a funcionária teria afirmado que foi orientada pelo advogado a não comentar sobre ter visto sangue no apartamento, assim como as informações que ela poderia fornecer à policia sobre a rotina do casal.

 

Advogado nega contato com empregada

Na manhã deste sábado (21), por telefone, o advogado Aldemir Pessoa Júnior, negou que tenha instruído a empregada doméstica a dizer coisas específicas na delegacia. 

De acordo com Aldemir, ele sente saudades da namorada e jamais faria algo contra ela. Ele afirma, também, que os autos são claros e que a própria Justiça entendeu que não há porquê ele ser preso. O advogado destacou que vem colaborando com as investigações e não tem nada a esconder sobre o ocorrido que, segundo ele, se resumiu ao suicídio.

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