Acusados de matar 'Gegê' e 'Paca' e testemunhas voltam a ser ouvidos pela Justiça a partir de hoje

São quatro dias seguidos de audiências, até a próxima quinta-feira (2). Seis réus serão interrogados

gege e paca
Legenda: Gegê e Paca lideravam uma facção criminosa, e foram assassinados por membros da própria organização

Acusados de matar os líderes de uma facção criminosa paulista Rogério Jeremias de Simone, o 'Gegê do Mangue', e Fabiano Alves de Sousa, o 'Paca', no Ceará, e testemunhas do processo criminal voltam a ser ouvidos pela Justiça Estadual nesta segunda-feira (30). São quatro dias seguidos de audiências, até a próxima quinta (2).

'Gegê do Mangue' e 'Paca' foram assassinados a tiros em uma reserva indígena em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), em 15 de fevereiro de 2018. A investigação da Polícia Civil do Ceará (PCCE) apontou que o crime foi ordenado dentro da própria facção, porque a dupla estaria lavando dinheiro no Estado, com uma vida de luxo.

As audiências foram confirmadas em despacho do colegiado de juízes da Vara Única Criminal de Aquiraz (designado especialmente para o caso), na última sexta-feira (27). As oitivas devem começar às 9h, terem intervalo para almoço entre 12h e 13h e se estenderem no período da tarde, nos quatro dias.

Confira a agenda das audiências:

  • 30/08/2021 (segunda-feira): testemunhas de defesa dos réus Carlenilto Pereira Maltas, Gilberto Aparecido dos Santos e Tiago Lourenço de Sá Lima;
  • 31/08/2021 (terça-feira): interrogatório dos réus Felipe Ramos Morais e Carlenilto Pereira Maltas;
  • 01/09/2021 (quarta-feira): interrogatório dos réus Gilberto Aparecido dos Santos e André Luís da Costa Lopes;
  • 02/09/2021 (quinta-feira): interrogatório dos réus Jefte Ferreira Santos e Tiago Lourenço de Sá Lima.

Dez pessoas são acusadas de participar do duplo homicídio. Quatro delas continuam foragidas. Um foi preso e já colocado em liberdade pela Justiça. Enquanto cinco estão detidos. A última prisão foi do acusado Tiago Lourenço de Sá Lima, o 'Tiririca', ocorrida em São Paulo no último dia 18 de agosto, após um confronto com a Polícia.

Quem são os réus:

  • Gilberto Aparecido dos Santos, o 'Fuminho' (preso);
  • André Luís da Costa Lopes, o 'Andrezinho da Baixada' (preso);
  • Carlenilto Pereira Maltas (preso);
  • Jefte Ferreira Santos (preso);
  • Tiago Lourenço de Sá Lima (preso);
  • Felipe Ramos Morais (em liberdade);
  • Erick Machado Santos (foragido);
  • Ronaldo Pereira Costa (foragido);
  • Renato Oliveira Mota (foragido);
  • Maria Jussara da Conceição Ferreira Santos (foragida).

Defesa de 'Tiririca' pede revogação da prisão

A defesa Tiago Lourenço de Sá Lima pediu à Justiça Estadual, no último domingo (29), que, na audiência de custódia do cliente (a ser realizada nos próximos dias), seja revogada a prisão preventiva, "quer seja pela desnecessidade, como também pelo prazo decorrido sem que tenha encerrada a instrução criminal, visto que a defesa tem atuado desde o início do processo cumprindo todos os prazos determinados, assim, não há porque culpar a defesa ou o réu pela demora excessiva".

'Tiririca' foi preso após um confronto com a Polícia de São Paulo e foi baleado de raspão na cabeça, segundo a Secretaria de Segurança Pública daquele Estado. Após deixar o hospital, ele foi transferido para a Penitenciária I de Venceslau, no Interior de São Paulo, onde estão detidos vários líderes da mesma facção paulista que ele é acusado de integrar.

Sobre a prisão, a defesa de 'Tiririca' afirmou à Justiça do Ceará que "o réu foi seguido por uns motoqueiros que atiraram em sua direção e acreditando tratar de assalto o mesmo não parou o seu veículo, e os tiros continuaram até que um dos tiros atingiu a cabeça ferindo pela extensão lateral onde foi socorrido, medicado e foi necessário 10 pontos, sendo que encontrava-se com muitas dores pela lesão sofrida".

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