Acusado condenado a 23,5 anos

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Barbalha (Sucursal de Juazeiro do Norte) - Esteve durante todo o dia de ontem no banco dos réus, Leandro Figueiredo Silva, que acabou sendo condenado a 23 anos e seis meses de prisão. Ele é acusado de participação no assassinato da ex-vendedora de planos de saúde, Edilene Maria Pinto Esteves, crime ocorrido em março de 2002. Ela chegou a ser estrangulada e violentada pelos acusados. No primeiro julgamento, Leandro foi apenado com 24 anos.

O julgamento aconteceu no salão do júri do Fórum de Barbalha, presidido pelo juiz Demétrio de Souza Pereira. Na última segunda-feira, o comerciante e ex-bancário Sérgio Brasil Rolim foi condenado a 28 anos de prisão - pela segunda vez -, por seu envolvimento no mesmo crime.

No próximo dia 13, será a vez do terceiro acusado de participação no assassinato de Edilene Maria passar pelo julgamento e votação na Sala Secreta do Júri Popular, o leiteiro José Moreira Neto. De acordo com o que foi apurado pelas equipes das polícias Civil e Militar destacadas em Barbalha e Crato, Sérgio Rolim, Leandro Figueiredo e Moreira Neto, pertenciam a uma organização criminosa com forte atuação no Cariri, que se reunia em um lava-jato fechado. No local, que ficou conhecido como ‘Escritório do Crime’, o grupo tramava suas próximas ações delituosas.

Ainda de acordo com as investigações policiais, o bando teria assassinado cinco mulheres e um mototaxista, entre maio de 2001 e abril de 2002. Tais crimes obtiveram ampla repercussão na Imprensa e provocaram a mobilização da população caririense, que realizou vários protestos por conta da série de assassinatos misteriosos que aconteceu no Cariri.