Sertão Central concentra os maiores índices pluviométricas das últimas 24 horas

Entre domingo e esta segunda-feira (25), choveu em mais de 60 cidades. A Funceme prevê para os próximos três dias continuidade das chuvas em todas as regiões

Legenda: Os bons volumes de chuva deste ano têm beneficiado a agricultura e a recarga em açudes
Foto: Foto: Honório Barbosa

As precipitações na segunda quinzena do último mês da quadra chuvosa (fevereiro a maio) permanecem favorecendo o Sertão. A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) registrou entre as 7 horas deste domingo (24) e 7 horas desta segunda-feira (25) precipitações em pelo menos 65 municípios. Os maiorres índices pluviométricos foram verificados no Sertão Central.  

As maiores chuvas, segundo a Funceme, foram observadas em Iracema (78.0mm), Deputado Irapuan Pinheiro (76.0mm), Solonópole (70.4mm), Piquet Carneiro (70.0mm), Iracema (59.0mm), Jaguaribe (45.0mm), Paramoti (43mm), Tauá (36.4mm), Tabuleiro do Norte (33.5mm), São Gonçalo do Amarante (32.8mm) e Boa Viagem (30mm).

De acordo com a Funceme, as chuvas que banham o Ceará desde o último dia 15 decorrem de influência de áreas instabilidades no oceano Atlântico e no setor Leste da região Nordeste. A Funceme prevê para os próximos três dias tempo com predomínio de nebulosidade variável em todas as regiões e ocorrência de chuva isolada nas regiões Jaguaribana, Cariri, Sertão Central e Inhamuns.

Atuação 

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) – que é o principal sistema que atua Ceará durante a quadra chuvosa - continua afastada da costa cearense e não tem influenciado as chuvas registradas nesta segunda quinzena de maio. Essa tendência deve seguir até o fim do mês, segundo observações da gerente de Meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto.

90.6mm
A média histórica pluviométrica de maio é a menor da quadra chuvosa, de apenas 90.6mm. Até agora, a Funceme registra 78.4mm. O déficit mensal é de 13.5%.

Agricultura

As últimas precipitações ocorridas em áreas de produção agropecuária favorecem a ampliação das áreas de pastagens nativas – diversas variedades de capim e o desenvolvimento da lavoura de grãos de sequeiro – milho, feijão-de-corda, arroz, sorgo granífero e forrageiro.

O presidente do Sindicato Rural de Quixeramobim e diretor regional da Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faec), Cirilo Vidal, observou que as últimas chuvas viabilizaram grande parte do plantio de milho e de sorgo na região do Sertão Central. “As chuvas foram irregulares e estavam escassas, mas agora por último o quadro tornou-se mais favorável”, disse. “Foi a nossa salvação”.

Já nas regiões Centro-Sul e do Cariri cearense as chuvas continuam boas e a safra de grãos deverá ser uma das maiores dos últimos oito anos, além de assegurar recarga de reservatórios. “Estamos com pequenos e médios açudes cheios, além das lagoas”, pontuou o gerente regional da Ematerce, Mauro Nogueira. “A safra de grãos tende a ser muito boa, com perdas reduzidas”.